O ensaio de aderência mede a força necessária para separar um revestimento, uma tinta, uma argamassa, uma placa cerâmica ou um adesivo do substrato, e registra onde a separação aconteceu. O resultado sai em MPa no ensaio de tração com pastilha (pull-off), em N/mm no descolamento (peel) ou numa classe visual no corte em X ou em grade. Em argamassa, a norma é a ABNT NBR 13528:2019; em pintura, a NBR 11003:2023; em cerâmica, as NBR 13753, 13754 e 13755.
Neste guia você encontra o que o ensaio mede e por que a forma de ruptura importa, os tipos de ensaio, como calcular, o procedimento e os limites de aceitação em argamassa e cerâmica, os ensaios de pintura e de adesivos, as normas e exercícios resolvidos.
Na foto, um ensaio de aderência à tração num revestimento de argamassa: pastilhas metálicas coladas na parede, com o revestimento cortado em volta de cada uma até o substrato. Uma pastilha já foi arrancada e trouxe preso o disco de argamassa, e o aderímetro portátil está acoplado à seguinte.

O que é o ensaio de aderência e por que ele importa
A ABNT NBR 13528-1 define aderência como a propriedade do revestimento de resistir às tensões na superfície ou na interface com o substrato, e acrescenta um ponto que costuma ser esquecido: a aderência não é propriedade da argamassa, e sim do sistema (base, preparo da base, revestimento e acabamento). O mesmo raciocínio vale fora da construção: a aderência de uma tinta depende do preparo da chapa, e a de uma fita, da superfície em que ela é colada.
Quando a aderência é insuficiente, o revestimento descasca, delamina ou descola antes do fim da vida útil prevista, e em geral o defeito só aparece com a obra entregue ou o produto em uso. O ensaio antecipa esse problema. Ele serve para o controle de qualidade de obras e de linhas de produção, para comparar e escolher tintas, argamassas, adesivos e preparos de superfície, e para desenvolver produtos novos antes de aplicá-los em larga escala. Por isso aparece na construção civil (argamassa, cerâmica, pintura de fachada), na indústria de tintas e revestimentos (sobre metal, concreto, madeira e plástico), na de adesivos, fitas e selantes e na automotiva, que avalia tintas, adesivos e selantes de componentes e carrocerias.
Onde a separação acontece importa tanto quanto a força. A ruptura pode ser adesiva, na interface entre duas camadas, ou coesiva, dentro de uma das camadas (o substrato, a argamassa, a tinta ou o adesivo). Só a ruptura adesiva mede a aderência daquela interface. Na coesiva, a interface resistiu mais que o valor medido, e o número obtido é, na verdade, a resistência da camada que rompeu. Por isso todo resultado de aderência vem acompanhado da forma de ruptura.
O resultado depende também de como o ensaio é feito: do preparo da superfície (limpeza, primer, chapisco), da idade e da umidade do revestimento, da temperatura e da velocidade de carregamento. E como a aderência varia de um ponto para outro na mesma parede ou peça, as normas pedem vários ensaios por situação e decidem pelo conjunto, nunca por um valor isolado.
Tipos de ensaio de aderência
Os métodos se diferenciam pela forma como solicitam a interface e pelo tipo de resultado que entregam:
- Aderência à tração (pull-off). Uma peça metálica (a pastilha, em argamassa e cerâmica; o carretel, ou dolly, em pintura) é colada sobre o revestimento e tracionada perpendicularmente à superfície até destacar. Em revestimentos espessos, a área em volta da pastilha é cortada até o substrato, para que só o disco sob ela seja ensaiado. O resultado é a força máxima dividida pela área colada, em MPa. Em obra, o ensaio é feito com um aderímetro portátil.
- Corte em X ou em grade. Cortes que atravessam a película de tinta até o substrato criam bordas soltas; uma fita adesiva é aplicada sobre eles e removida, e arranca os pedaços mal aderidos. O resultado é uma classe visual, conforme a área destacada, e não um número em MPa. É rápido, barato e feito na própria peça.
- Descolamento (peel). Um aderente flexível (fita, filme, laminado) colado num substrato é dobrado a 90° ou a 180° e descolado com velocidade constante; no T-peel, os dois aderentes são flexíveis e se abrem em T. A força se concentra na linha em que a cola está se separando, e por isso o resultado é expresso por unidade de largura, em N/mm.
- Cisalhamento por sobreposição (lap shear). Duas chapas são coladas com uma sobreposição de área conhecida e tracionadas no plano da cola, que trabalha em cisalhamento. O resultado é a força máxima dividida pela área colada, em MPa. É o ensaio dos adesivos estruturais.
A tabela resume os quatro métodos e onde cada um é usado:
| Ensaio | Como funciona | Resultado | Onde se usa |
|---|---|---|---|
| Aderência à tração (pull-off) | pastilha colada e tracionada perpendicularmente à superfície | MPa e forma de ruptura | argamassa, cerâmica, tinta, revestimento térmico |
| Corte em X ou em grade | cortes na película, fita adesiva aplicada e removida | classe visual | pintura |
| Descolamento (peel) a 90°, 180° ou em T | aderente flexível descolado com velocidade constante | N/mm | adesivos, fitas, laminados, rótulos |
| Cisalhamento por sobreposição (lap shear) | junta colada tracionada no plano da cola | MPa | adesivos estruturais |
Aderência não é arrancamento. Na obra, o ensaio de argamassa é chamado de "arrancamento", mas, em sentido estrito, arrancamento (pull-out) é a extração de um elemento embutido, como chumbador, barra ou parafuso. Esse outro ensaio está em ensaio de arrancamento.
Como calcular a resistência de aderência
Nos métodos que dão um número, o cálculo é sempre uma força dividida por uma área (pull-off e cisalhamento, em MPa) ou por uma largura (descolamento, em N/mm). A tabela reúne as fórmulas e as áreas usadas nos exemplos deste artigo:
| Grandeza | Fórmula | Observação |
|---|---|---|
| Resistência de aderência à tração | Ra = F / A | em MPa, com duas casas decimais (NBR 13528-2) |
| Área da pastilha de 50 mm | A = π × 25² = 1.963,5 mm² | pastilha circular de (50 ± 1) mm |
| Pull-off de pintura (dolly de 20 mm) | σ = F / 314,16 mm² | ASTM D4541, ISO 4624 |
| Resistência ao descolamento | P = Fmédia / b | média do platô dividida pela largura, em N/mm |
| Cisalhamento por sobreposição | τ = Fmáx / (b·L) | ASTM D1002 |
Ensaio de aderência de argamassa: NBR 13528 passo a passo
A ABNT NBR 13528 tem três partes, de 2019: a Parte 1 traz os requisitos gerais, a Parte 2 a aderência ao substrato e a Parte 3 a aderência superficial; as Partes 2 e 3 substituíram a NBR 13528:2010. O ensaio é o pull-off descrito acima, feito no revestimento já executado: a norma fixa a idade, o número de pontos, a profundidade do corte e o equipamento, para que os resultados de obras diferentes possam ser comparados. O passo a passo da Parte 2:
- Idade. 28 dias para argamassas de cimento e areia ou mistas; 56 dias para argamassas de cal e areia.
- Corpos de prova. 12 por situação ensaiada, com pelo menos 50 mm entre si e afastados dos cantos.
- Corte. Cortar o revestimento em volta de cada pastilha até 1 a 5 mm dentro do substrato. O corte com água dá menos variabilidade.
- Pastilha. Metálica, circular, de (50 ± 1) mm, colada no centro da área cortada.
- Tração. Com dinamômetro de erro máximo de 2 %, carga contínua, centrada e perpendicular ao plano. Encaixe tipo gancho não é recomendado, porque gera excentricidade.
- Cálculo e forma de ruptura. Ra = F / A, com duas casas decimais, e a forma de ruptura de cada ponto.
Como interpretar a forma de ruptura. Num sistema sem chapisco, a ruptura pode ocorrer no substrato (A), na interface substrato/argamassa (B), na argamassa (C), na interface argamassa/cola (D) ou na interface cola/pastilha (E). Com chapisco, acrescentam-se as interfaces e a camada de chapisco. É a distinção entre ruptura adesiva e coesiva aplicada ao revestimento: na ruptura em interface, o valor é a própria aderência; na ruptura dentro de uma camada (substrato, argamassa, chapisco), a aderência real é maior que o valor, que se registra como "Ra > valor". Na ruptura na cola ou na pastilha, o ensaio não chegou a solicitar o revestimento: o resultado é descartado e o ponto é repetido. O esquema abaixo mostra, em corte, as camadas do ensaio (substrato, argamassa, cola e pastilha) e onde fica cada forma de ruptura, de A a E.

Limites de aderência do emboço: NBR 13749
A NBR 13528 diz como ensaiar; os valores mínimos que o emboço precisa atingir estão na ABNT NBR 13749:2013. O limite muda com o local e com o acabamento que o emboço vai receber:
| Local | Acabamento | Ra mínimo |
|---|---|---|
| Parede interna | pintura ou base para reboco | ≥ 0,20 MPa |
| Parede interna | cerâmica ou laminado | ≥ 0,30 MPa |
| Parede externa | pintura ou base para reboco | ≥ 0,30 MPa |
| Parede externa | cerâmica | ≥ 0,30 MPa |
| Teto | ≥ 0,20 MPa |
A aceitação da NBR 13749 é por contagem: de 12 ensaios com idade de 28 dias ou mais, pelo menos 8 devem atingir o limite. A edição de 1996 usava 6 ensaios com pelo menos 4 aprovados, regra que muitos textos ainda repetem.
Aderência de revestimento cerâmico e argamassa colante
O que diz a NBR 13753. A ABNT NBR 13753:1996 trata do revestimento de piso interno ou externo com placas cerâmicas assentadas com argamassa colante: execução, fiscalização e recebimento. Pelo seu anexo, de seis determinações da resistência de aderência feitas aos 28 dias, pelo menos quatro devem ser iguais ou maiores que 0,3 MPa, com carregamento de (250 ± 50) N/s. A NBR 13754 aplica o mesmo à parede interna. Para fachadas, a NBR 13755:2017 elevou o mínimo para 0,5 MPa, com 12 corpos de prova a cada 2.000 m²: aprovado com pelo menos 8 acima de 0,5 MPa; entre 0,3 e 0,5 MPa, consulta ao projetista; reprovado com menos de 8 acima de 0,3 MPa.
Argamassa colante (ABNT NBR 14081-1:2012). A norma classifica as argamassas colantes pela aderência aos 28 dias:
| Propriedade | AC I | AC II | AC III |
|---|---|---|---|
| Tempo em aberto | ≥ 15 min | ≥ 20 min | ≥ 20 min |
| Aderência, cura normal | ≥ 0,5 MPa | ≥ 0,5 MPa | ≥ 1,0 MPa |
| Aderência, cura submersa | ≥ 0,5 MPa | ≥ 0,5 MPa | ≥ 1,0 MPa |
| Aderência, cura em estufa | não exigida | ≥ 0,5 MPa | ≥ 1,0 MPa |
O sufixo E indica tempo em aberto estendido em pelo menos 10 minutos, e o D, deslizamento reduzido. Para fachadas, a NBR 13755:2017 exige no mínimo AC III.
Teste de aderência de pintura
Em pintura, o ensaio mais comum é o de corte, que avalia a aderência pela quantidade de tinta que a fita arranca das bordas dos cortes. A ABNT NBR 11003:2023 (Pintura industrial: determinação da aderência pelos métodos de corte na pintura) é a norma brasileira do ensaio, feito demão a demão. Ela tem dois métodos, escolhidos pela espessura da película seca:
- Método A (corte em X), para película seca de 70 µm ou mais: dois cortes de 40 mm cruzando no meio, fita adesiva aplicada e removida. Classifica-se o destacamento na interseção (Y0 a Y4) e ao longo das incisões (X0 a X4), e o resultado sai como par, por exemplo X1Y2.
- Método B (corte em grade), para película abaixo de 70 µm: cortador de 6 lâminas a 2 mm, formando 25 quadrados. Classifica-se de Gr0 (nenhuma área destacada) a Gr4.
- Amostragem em campo: número de ensaios igual a 1 % da área pintada em m² (300 m² pedem 3 ensaios); em tubulações, 1 ensaio a cada 100 m.
Na foto, um corte em grade numa chapa de aço pintada, com o cortador de várias lâminas ao lado. Os pequenos destacamentos nas interseções dos cortes são o que a classificação avalia: quanto maior a área de tinta arrancada, pior a classe.

No exterior, a ISO 2409:2020 usa escala de 0 (nenhum destacamento) a 5, com espaçamento dos cortes conforme a espessura, até 250 µm; a ASTM D3359-23 usa as escalas 5A a 0A (corte em X) e 5B a 0B (grade). Atenção: na ISO, 0 é o melhor resultado; na ASTM, 5B é o melhor.
Pull-off em pintura (ASTM D4541-22 e ISO 4624:2023). Um carretel (dolly), tipicamente de 20 mm, é colado sobre a tinta e tracionado perpendicularmente até destacar, a no máximo 1 MPa/s. O resultado sai em MPa, com a natureza da falha em percentual de área: adesiva, coesiva ou na cola do dolly. É o método que dá um número, e por isso ganhou espaço sobre os cortes. Sobre concreto, usa-se a ASTM D7234. Primers epóxi ricos em zinco dão tipicamente de 12 a 17 MPa (Fragata et al., ABRACO, 2012).
Aderência de adesivos e fitas: ensaio de descolamento (peel)
Em fitas, filmes, rótulos e laminados, a aderência se mede pelo descolamento: uma ponta do aderente flexível é presa na garra da máquina universal e descolada com velocidade constante, a 90°, a 180° ou em T, conforme a norma (ASTM D903, D3330, D1876, D6862 ou ISO 8510-2). O resultado é a média do platô da curva dividida pela largura, em N/mm, e só se compara entre ensaios de mesmo ângulo e mesmo aderente. Adesivos estruturais, que unem peças rígidas, não se ensaiam assim, e sim por cisalhamento de junta sobreposta (ASTM D1002, ver ensaio de cisalhamento). Ângulos, corpos de prova, cálculo, valores típicos e dispositivos estão no artigo sobre o ensaio de descolamento.
Exercícios resolvidos de aderência
1. Aderência de emboço. Uma pastilha de 50 mm rompeu com 510 N, na interface argamassa/substrato. Ra = 510 / 1.963,5 = 0,26 MPa. Como a ruptura foi na interface, esse é o valor da aderência. Numa parede interna com pintura (0,20 MPa), o ponto atende; numa parede externa (0,30 MPa), não.
2. Aceitação pela NBR 13749. Fachada com pintura (limite de 0,30 MPa), 12 forças em N: 640, 598, 702, 555, 610, 480, 689, 720, 575, 630, 590 e 660. Os Ra são 0,33; 0,30; 0,36; 0,28; 0,31; 0,24; 0,35; 0,37; 0,29; 0,32; 0,30 e 0,34 MPa. Nove valores atingem 0,30 MPa, e a média é 0,32 MPa. O lote é aceito, porque 9 é maior ou igual a 8. Quem decide é a contagem, não a média.
3. Ruptura dentro da argamassa. Uma pastilha rompeu com 700 N dentro da camada de argamassa: 700 / 1.963,5 = 0,36 MPa. Registra-se Ra > 0,36 MPa: a interface resistiu mais que isso. Se a ruptura fosse na cola, o ponto seria descartado e repetido.
4. Pull-off em pintura. Um dolly de 20 mm destacou com 4,1 kN, com 100 % de falha coesiva no primer epóxi rico em zinco: σ = 4.100 / 314,16 = 13,1 MPa, dentro da faixa típica desse primer.
5. Descolamento de fita. Corpo de prova de 25 mm de largura, pico de 26 N e platô com média de 18,0 N ao longo de 127 mm: P = 18,0 / 25 = 0,72 N/mm (ou 18 N/25 mm). O pico não entra na média.
Erros comuns no ensaio de aderência
- Corte insuficiente. Se o corte não entra no substrato, o anel de argamassa em volta participa e o valor sobe artificialmente.
- Excentricidade. Pastilha torta ou encaixe em gancho reduzem o resultado; um estudo com 530 corpos de prova mediu queda de 25 % (Costa e Carasek, 2009).
- Trocar a geometria da pastilha. A circular de 50 mm deu 52 % a mais que a quadrada de 100 mm no mesmo estudo; a norma fixa a circular.
- Tratar ruptura na cola como resultado baixo. É resultado inválido: repete-se o ponto.
- Decidir pela média. A NBR 13749 e a NBR 13755 aceitam por contagem, 8 de 12.
- Usar a regra antiga de 4 de 6 no emboço, ou o mínimo antigo de 0,3 MPa em fachada cerâmica.
- Revestimento úmido, que tende a dar aderência menor.
- Confundir as escalas de pintura: na ISO 2409, 0 é ótimo; na ASTM D3359, 5B é ótimo.
- Usar corte em grade em película grossa, acima do limite do método.
- Comparar descolamentos de ângulos diferentes, ou expressar descolamento em MPa.
Normas do ensaio de aderência
A norma certa depende do sistema ensaiado: argamassa e cerâmica seguem as normas ABNT de revestimento; tinta segue a NBR 11003 ou, para um resultado em MPa, o pull-off da ASTM D4541 e da ISO 4624; adesivos e fitas seguem as normas ASTM e ISO de descolamento. A tabela reúne as principais:
| Norma | Aplicação | Edição |
|---|---|---|
| ABNT NBR 13528-1, -2 e -3 | aderência à tração de revestimentos de argamassa | 2019 |
| ABNT NBR 13749 | especificação de revestimentos de argamassa (limites) | 2013 |
| ABNT NBR 13753 e 13754 | cerâmica em pisos e paredes internas | 1996 |
| ABNT NBR 13755 | cerâmica em fachadas | 2017 |
| ABNT NBR 14081-1 | argamassa colante (AC I, AC II, AC III) | 2012 |
| ABNT NBR 11003 | aderência de pintura industrial pelos métodos de corte (em X e em grade) | 2023 |
| ISO 2409 e ASTM D3359 | corte em grade e em X | 2020 e D3359-23 |
| ASTM D4541, ASTM D7234 e ISO 4624 | pull-off de pintura | D4541-22, D7234-22, 2023 |
| ISO 16276-1 | avaliação e critérios de aceitação por pull-off de pintura anticorrosiva em estruturas de aço | 2025 (substitui a de 2007) |
| ASTM C1583 | resistência à tração superficial do concreto e aderência de materiais de reparo e recobrimento, por pull-off | |
| ASTM D903, D3330, D1876, D6862, ISO 8510-2 | descolamento de adesivos e fitas | |
| ASTM C633 | revestimentos de aspersão térmica |
Ensaio de aderência na máquina universal
Como visto, o ensaio de argamassa em obra é feito com aderímetro portátil. Em laboratório, a máquina universal de ensaios faz os ensaios de aderência e de descolamento com velocidade controlada e curva completa: a linha da Biopdi tem dispositivo de aderência de fitas (ASTM D3330), garras de cunha, pneumáticas e de rolete, células de carga de 0,05 a 1.000 kN e o software que calcula a média do platô por largura. Dispositivos para pull-off em laboratório são avaliados sob consulta, em projetos especiais. O painel abaixo mostra a máquina, o papel de cada parte no ensaio de aderência e o dispositivo de adesão de fitas.
A máquina universal no ensaio de aderência
A linha M2 tem modelos de coluna simples, de 200 N a 10 kN, e de coluna dupla, de 5 kN a 1.000 kN. Cada parte da máquina tem uma função no ensaio:

- Travessa móvel descasca ou traciona na velocidade da norma
- Célula de carga pequena, para poucos newtons
- Dispositivo adesão de fitas, cunha, pneumática ou rolete
- Deslocamento curva força × deslocamento
- Software BioLab média do platô por largura
- Painel e emergência posiciona e para o ensaio
Dispositivos para o ensaio de aderência
Os dispositivos abaixo são montados na mesma máquina, conforme o corpo de prova e a norma:

A regra é dimensionar a célula de carga à força esperada: o descolamento de uma fita fica entre 10 e 50 N; uma pastilha de argamassa de 50 mm a 1 MPa, cerca de 2 kN; um dolly de 20 mm a 20 MPa, cerca de 6,3 kN.
| Aplicação | Faixa | Modelo Biopdi |
|---|---|---|
| Fitas, filmes, rótulos (descolamento) | 200 N a 1 kN | MBIOI-1P-M2 |
| Adesivos, polímeros, elastômeros | 2 a 10 kN | MBIOI-10-M2 |
| Lap shear em metal, revestimentos térmicos | 5 a 50 kN | MBIOII-50-M2 |
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Ensaios realizados na máquina universal Biopdi
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Perguntas frequentes
O que é um teste de aderência?
É o ensaio que mede a força necessária para separar um revestimento, uma tinta, uma argamassa, uma cerâmica ou um adesivo do substrato. O resultado sai em MPa (pull-off), em N/mm (descolamento) ou numa classe visual (corte em X ou em grade), junto com o local da ruptura.
O que é o ensaio de aderência de argamassa?
Cola-se uma pastilha metálica de 50 mm sobre o revestimento cortado até o substrato, traciona-se até romper e calcula-se Ra = F / A, pela ABNT NBR 13528-2:2019. São 12 pontos por situação, aos 28 dias.
O que diz a NBR 13753?
A ABNT NBR 13753:1996 trata do revestimento de piso interno ou externo com placas cerâmicas e argamassa colante. Pelo seu anexo, de seis determinações da resistência de aderência aos 28 dias, pelo menos quatro devem ser iguais ou maiores que 0,3 MPa.
Qual é o valor mínimo de aderência do reboco?
Pela ABNT NBR 13749:2013, o emboço precisa de 0,20 MPa em paredes internas com pintura e tetos, e de 0,30 MPa em paredes externas ou internas com cerâmica. De 12 ensaios, pelo menos 8 devem atingir o limite.
Quais são os tipos de ensaio de aderência?
Aderência à tração com pastilha (argamassa, cerâmica, tinta), corte em X ou em grade (tinta), descolamento a 90°, 180° ou em T (adesivos e fitas) e cisalhamento por sobreposição (adesivos estruturais).
Qual é a norma para teste de aderência de pintura?
No Brasil, a ABNT NBR 11003:2023, com corte em X para películas de 70 µm ou mais e corte em grade para películas mais finas. No exterior, a ISO 2409 e a ASTM D3359; para um resultado em MPa, o pull-off da ASTM D4541 ou da ISO 4624.
Qual a aderência mínima das argamassas colantes AC I, AC II e AC III?
Pela ABNT NBR 14081-1:2012, 0,5 MPa para AC I e AC II e 1,0 MPa para AC III, aos 28 dias. A AC I não precisa atender à cura em estufa.
Como interpretar a forma de ruptura?
Ruptura na interface dá o valor real da aderência. Ruptura dentro de uma camada indica que a aderência é maior que o valor medido. Ruptura na cola ou na pastilha manda descartar o ponto e repetir.
Ensaio de aderência é o mesmo que arrancamento?
Na linguagem de obra, o ensaio de argamassa é chamado de arrancamento, mas são coisas diferentes: aderência (pull-off) traciona uma pastilha colada sobre uma camada; arrancamento (pull-out) extrai um elemento embutido, como chumbador ou barra.
Qual a diferença entre ISO 2409 e ASTM D3359?
A ISO 2409 classifica de 0 (melhor) a 5 e remove a fita num ângulo próximo de 60°; a ASTM D3359 classifica de 5B (melhor) a 0B, ou de 5A a 0A no corte em X, e remove a fita a 180°. O espaçamento dos cortes também muda.
Como se calcula a resistência ao descolamento?
Divide-se a força média do platô da curva pela largura do corpo de prova: P = F / b, em N/mm. O pico inicial é descartado. Uma fita de 25 mm com platô de 18 N tem 0,72 N/mm.