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Extensômetros para Máquina Universal de Ensaios

Clip-on, longas deformações, deflexão e clip-gage (COD): qual escolher para cada ensaio e norma, integrados às máquinas universais Biopdi.

Extensômetro clip-on digital Biopdi

Os extensômetros Biopdi medem a deformação diretamente no corpo de prova, sem a folga das garras e a deformação da estrutura que entram no deslocamento da travessa. São fornecidos em quatro famílias: clip-on (L0 de 25 a 100 mm), longas deformações (longo curso, até 250 mm), deflexão (curso de 1 a 50 mm) e clip-gage COD, todas integradas às máquinas universais de ensaios Biopdi e ao software BioLab, em até 4 canais simultâneos.

Esta página ajuda a escolher e a pedir o extensômetro certo para o seu ensaio. Para a teoria da medição de deformação, o strain gauge e as classes de exatidão, veja o artigo extensômetro e strain gauge.

Modelos de extensômetro

As quatro famílias da linha M2, com código, L0 e curso.

Extensômetro clip-on Biopdi para máquina universal de ensaios, com a caixa do transdutor e os braços com as facas que prendem no corpo de prova

Clip-on

Preso ao corpo de prova, para módulo e Rp0,2. L0 de 25 a 100 mm, curso de até 50 mm.

Extensômetro de longas deformações Biopdi, com a coluna guia e os dois braços que acompanham o alongamento do corpo de prova

Longas deformações

Para borrachas, filmes e plásticos dúcteis. L0 de 10 a 100 mm, curso de até 250 mm.

Extensômetro de deflexão Biopdi, com o corpo do transdutor, a haste com apalpador e o manípulo de fixação

Deflexão

Mede a flecha do corpo de prova na flexão. Curso de 1 a 50 mm.

Clip-gage COD Biopdi, com o bloco do transdutor e as duas lâminas que encaixam nas facas da boca do entalhe

Clip-gage (COD)

Mede a abertura da fissura (CMOD) no entalhe. L0 de 5 a 20 mm, curso de até 12 mm.

Modelos disponíveis: códigos, L0 e curso

Quatro famílias para medir a deformação diretamente no corpo de prova, com até 4 canais simultâneos no software BioLab. L0 é o comprimento de medida inicial.

Clip-on

Preso diretamente ao corpo de prova, para pequenas deformações, como módulo de elasticidade e limite de escoamento convencional.

CódigoL0Curso
EXT-100-00125 mm−2,5 a +2,5 mm
EXT-100-00225 mm0 a +12,5 mm
EXT-100-00325 mm0 a +25 mm
EXT-100-00350 mm−5 a +5 mm
EXT-100-00450 mm0 a +25 mm
EXT-100-00550 mm0 a +50 mm
EXT-100-00680 mm0 a +8 mm
EXT-100-00780 mm0 a +40 mm
EXT-100-008100 mm0 a +50 mm

Longas deformações

Para materiais que se alongam muito antes de romper, como polímeros, elastômeros e filmes.

CódigoL0Curso
EXT-200-00110 a 100 mm25 mm
EXT-200-00210 a 100 mm50 mm
EXT-200-00310 a 100 mm100 mm
EXT-200-00410 a 100 mm150 mm
EXT-200-00510 a 100 mm250 mm

Deflexão

Mede a flecha do corpo de prova nos ensaios de flexão.

CódigoCurso
EXT-300-0011 mm
EXT-300-0024 mm
EXT-300-0036 mm
EXT-300-00412 mm
EXT-300-00525 mm
EXT-300-00650 mm

Clip-gage (COD)

Mede a abertura da fissura (CMOD) em ensaios de corpos de prova entalhados, como a flexão em 3 pontos com entalhe.

CódigoL0Curso
EXT-400-0015 mm+2,5 mm
EXT-400-00310 mm+4 mm
EXT-400-00412 mm+7 mm
EXT-400-00520 mm+12 mm

Os quatro extensômetros em quatro vistas

Renders dos extensômetros da linha M2 nas vistas frontal, isométrica, traseira e trimétrica, para ver a caixa do transdutor, os braços e o ponto de contato com o corpo de prova. As imagens não estão em escala entre si: o tamanho de cada família vem do L0 e do curso na tabela acima.

Clip-on

Vista frontal do extensômetro clip-on Biopdi
Frontal
Vista isométrica do extensômetro clip-on Biopdi
Isométrica
Vista traseira do extensômetro clip-on Biopdi
Traseira
Vista trimétrica do extensômetro clip-on Biopdi
Trimétrica

Longas deformações

Vista frontal do extensômetro de longas deformações Biopdi
Frontal
Vista isométrica do extensômetro de longas deformações Biopdi
Isométrica
Vista traseira do extensômetro de longas deformações Biopdi
Traseira
Vista trimétrica do extensômetro de longas deformações Biopdi
Trimétrica

Deflexão

Vista frontal do extensômetro de deflexão Biopdi
Frontal
Vista isométrica do extensômetro de deflexão Biopdi
Isométrica
Vista traseira do extensômetro de deflexão Biopdi
Traseira
Vista trimétrica do extensômetro de deflexão Biopdi
Trimétrica

Clip-gage (COD)

Vista frontal do clip-gage COD Biopdi
Frontal
Vista isométrica do clip-gage COD Biopdi
Isométrica
Vista traseira do clip-gage COD Biopdi
Traseira
Vista trimétrica do clip-gage COD Biopdi
Trimétrica

A máquina universal de ensaios Biopdi

O extensômetro é um canal da máquina: ele soma a deformação real à força e à posição que a máquina já mede.

Máquina universal de ensaios de coluna simples MBIOI-10-M2 e de coluna dupla MBIOII-50-M2, em escala, que recebem os extensômetros Biopdi

Os dois modelos da imagem servem de exemplo. Na coluna simples MBIOI-10-M2, até 10 kN, o uso típico é o clip-on e o de longas deformações em plásticos, borrachas e filmes; na coluna dupla MBIOII-50-M2, até 50 kN, o clip-on em metais e compósitos e os de deflexão e clip-gage na flexão. Toda a linha M2, de 200 N a 1.000 kN, aceita os extensômetros desta página. No ensaio com extensômetro, cada parte da máquina tem uma função:

  1. 1

    Travessa móvel aplica a força na velocidade da norma; o sensor óptico mede a posição com resolução de 0,0001 mm

  2. 2

    Célula de carga mede a força; as células são intercambiáveis conforme a faixa do ensaio

  3. 3

    Garras ou dispositivo prendem ou apoiam o corpo de prova alinhado ao eixo de carga

  4. 4

    Extensômetro mede a deformação no trecho L0, em até 4 canais com reconhecimento automático

  5. 5

    Software BioLab junta força, posição e deformação, traça a curva e calcula os resultados

  6. 6

    Painel e emergência posiciona a travessa para montar o extensômetro e interrompe o ensaio

Como o extensômetro é montado no corpo de prova

Cada família tem um jeito de tocar o corpo de prova, e é isso que define para qual ensaio ela serve.

Quatro formas de montar o extensômetro: clip-on com duas facas no corpo de prova a uma distância L0, presilhas elásticas e pino de ajuste; longo curso com garras-braço que correm numa haste guia; apalpador de deflexão sob a barra em flexão de três pontos; e clip-gage entre facas na boca do entalhe medindo a abertura CMOD

Clip-on

Duas facas apoiadas no corpo de prova, presas por molas ou elásticos, separadas pelo comprimento de medida L0. O pino de ajuste fixa o L0 na montagem e sai antes do ensaio. Modelos sem proteção para a fratura são retirados antes da ruptura.

Longas deformações

Dois braços pinçam o corpo de prova nas marcas de L0 e correm numa haste presa à estrutura da máquina, acompanhando alongamentos de centenas por cento até a ruptura de borrachas, filmes e plásticos dúcteis.

Deflexão

Montado no dispositivo de flexão, com o apalpador tocando a face do corpo de prova no meio do vão. Mede a flecha da própria barra, sem a deformação do dispositivo e da estrutura que entra no deslocamento da travessa.

Clip-gage (COD)

Encaixado entre duas facas fixadas na boca do entalhe, mede a abertura da fissura (CMOD) em vigas entalhadas sob flexão, como no concreto reforçado com fibras e nos ensaios de tenacidade à fratura.

Do corpo de prova ao relatório

O sinal do extensômetro entra no controlador da máquina junto com a força e a posição, e o BioLab calcula as propriedades que dependem da deformação real.

Caminho do sinal no ensaio: a máquina universal de coluna dupla envia força da célula de carga, posição da travessa e deformação do extensômetro ao controlador, com até 4 canais de extensômetro ou LVDT, e ao software BioLab, que traça a curva tensão-deformação e calcula módulo, Rp0,2, Rm e A

Força e posição

A célula de carga mede a força e o sensor da travessa mede o deslocamento. Bastam para força máxima, resistência e curvas força × deslocamento.

Deformação real

O extensômetro mede só o trecho L0 do corpo de prova. É ele que permite módulo de elasticidade, Rp0,2 e alongamento sob força com a exatidão que a norma pede.

Resultado no BioLab

O software junta os canais, traça a curva tensão × deformação, calcula os resultados da norma e aceita cálculos personalizados com os canais de extensômetro.

Qual extensômetro para cada ensaio

A família sai do tipo de ensaio; o comprimento de medida (L0), da norma; o curso, do alongamento esperado.

EnsaioNormas usuaisFamíliaPonto de partida
Tração de metais: módulo, Rp0,2 e AgtABNT NBR ISO 6892-1; ASTM E8/E8MClip-onL0 de 50 mm (chapa e redondo padrão); curso de ±5 mm para módulo e Rp, maior para acompanhar até Agt
Tração de plásticos rígidos e semirrígidos: móduloASTM D638 (tipos I a III); ISO 527Clip-onL0 de 50 mm na D638; para a ISO 527, confira o L0 do corpo de prova na edição vigente
Tração de borracha, elastômero e plástico muito dúctilASTM D412; ISO 37Longas deformaçõesL0 ajustado às marcas do corpo de prova (25 mm na gravata C) e curso de 250 mm
Flexão de plásticos e compósitos: flechaASTM D790; ISO 178DeflexãoCurso maior que a flecha no limite do ensaio (na barra de 3,2 mm da D790, cerca de 7 mm)
Abertura de fissura (CMOD) em corpo de prova entalhadoConcreto com fibras (EN 14651); tenacidade à fratura (ASTM E399)Clip-gage (COD)Curso acima da abertura máxima prevista no ensaio (a EN 14651 vai até 4 mm de CMOD)

Pontos de partida para a conversa técnica; a escolha final considera o corpo de prova real e a edição da norma usada pelo laboratório.

Como dimensionar o curso e o comprimento de medida

Três contas resolvem a maioria dos pedidos.

1. Comprimento de medida (L0)

Vem da norma e do corpo de prova. Na ISO 6892-1 o corpo de prova proporcional tem L0 = 5,65 × √S0: num redondo de 10 mm, S0 = 78,5 mm² e L0 = 50 mm. Na ASTM D638, tipos I a III, o comprimento de medida é 50 mm.

2. Curso

Curso necessário = alongamento esperado × L0. Uma borracha com 600 % de alongamento na ruptura, medida entre marcas de 25 mm, abre 25 × 6 = 150 mm: o curso de 250 mm (EXT-200-005) atende com folga, o de 150 mm fica no limite.

3. Flecha na flexão

Na ASTM D790 a flecha para 5 % de deformação na fibra externa é D = 0,05 × L² / (6 d). Na barra de 3,2 mm com vão de 51,2 mm: D = 0,05 × 51,2² / 19,2 ≈ 6,8 mm. O extensômetro de deflexão de 12 mm (EXT-300-004) cobre o ensaio.

A classe de exatidão também vem da norma. A ABNT NBR ISO 6892-1:2024 pede extensômetro classe 1 (ISO 9513) para o limite de escoamento convencional e classe 0,5 para o módulo de elasticidade; acima de 5 % de extensão aceita classe 2. Informe a norma no pedido para a proposta trazer o extensômetro e a classe compatíveis.

Perguntas frequentes

O que mais perguntam antes de pedir um extensômetro.

Quais são os tipos de extensômetro para máquina universal?

Os principais são o clip-on, preso ao corpo de prova para pequenas deformações; o de longas deformações (longo curso), para borrachas, filmes e plásticos dúcteis; o de deflexão, que mede a flecha na flexão; o clip-gage COD, que mede a abertura de fissura; e o óptico (vídeo extensômetro), sem contato. A Biopdi fornece as quatro primeiras famílias na linha M2 e o óptico sob demanda.

O extensômetro Biopdi funciona em máquina universal de outra marca?

Não. Os extensômetros Biopdi são acessórios das máquinas universais Biopdi: o sinal entra no controlador da máquina e é tratado pelo software BioLab, por isso eles não são vendidos para máquinas de outras marcas.

Posso comprar só o extensômetro para a máquina Biopdi que já tenho?

Sim. O extensômetro pode ser pedido junto com uma máquina nova ou acrescentado a uma máquina universal Biopdi que já está no laboratório. Informe o modelo da máquina no pedido de orçamento.

Quantos extensômetros a máquina lê ao mesmo tempo?

Até 4 canais de deformação além da força e da posição, com reconhecimento automático do transdutor conectado, para extensômetros e LVDT.

Qual extensômetro usar para o módulo de elasticidade do aço?

Um clip-on preso ao corpo de prova, com comprimento de medida compatível com a norma (50 mm no corpo de prova padrão do ASTM E8 e no redondo de 10 mm da ISO 6892-1) e curso pequeno, como ±5 mm. A ABNT NBR ISO 6892-1:2024 pede extensômetro classe 0,5 da ISO 9513 para o módulo; confirme a classe na proposta.

Qual extensômetro usar para borracha e elastômeros?

O de longas deformações, que acompanha alongamentos de centenas por cento até a ruptura. O comprimento de medida é ajustado às marcas do corpo de prova, de 10 a 100 mm, e o curso chega a 250 mm.

Preciso de extensômetro em todo ensaio de tração?

Não. Ele é necessário quando a norma pede módulo de elasticidade, limite de escoamento convencional (Rp0,2) ou alongamento sob força. O alongamento após a ruptura costuma ser medido nas duas partes do corpo de prova, e a força máxima não depende de extensômetro.

O que é o clip-gage COD?

É um extensômetro montado na boca do entalhe que mede a abertura da fissura (CMOD) durante o ensaio de flexão de corpos de prova entalhados, usado em concreto reforçado com fibras e em ensaios de tenacidade à fratura.

A Biopdi fornece vídeo extensômetro?

O extensômetro óptico (vídeo extensômetro) é desenvolvido sob demanda. Para grandes alongamentos com contato, a linha já tem o extensômetro de longas deformações, com curso de até 250 mm. Descreva o ensaio no pedido de orçamento.

O que informar para receber a proposta?

O modelo da máquina Biopdi (ou se é uma máquina nova), o material, a norma de ensaio, o tipo e as dimensões do corpo de prova, as propriedades a medir e o alongamento esperado até a ruptura.

Solicite seu orçamento

Preço e prazo do extensômetro para a sua máquina universal Biopdi, ou junto com uma máquina nova. Diga o material, a norma e o tipo de ensaio.

Resposta em 24 horas úteis

Proposta com capacidade, dispositivos e normas atendidas, e não só o preço.

Configurado para o seu ensaio

Família, comprimento de medida (L0) e curso escolhidos a partir do seu corpo de prova e da norma.

Fabricação própria, ISO 9001

Instalação, treinamento e suporte técnico feitos por quem projetou a máquina.