Resistência mecânica é a maior tensão que um material suporta antes de escoar ou romper, calculada como força dividida pela área da seção (σ = F/A). Ela é expressa em MPa, que é o mesmo que N/mm², e muda com o tipo de carga: tração, compressão, flexão, cisalhamento ou torção, cada uma medida em ensaio normalizado.
Um exemplo dá a ordem de grandeza: um corpo de prova de aço de 10 mm de diâmetro que rompe na tração com força máxima de 33,0 kN tem resistência de 33.000 N ÷ 78,54 mm² = 420 MPa. Este artigo trata da resistência como propriedade do material: o que ela é, a fórmula e a unidade, os tipos, como se mede, os valores de aço, alumínio, concreto, madeira e plástico, o que a aumenta e como ler um valor sem erro. A lista completa das propriedades está no artigo sobre as propriedades mecânicas dos materiais, e o cálculo de peças, na disciplina de resistência dos materiais.
Na foto, corpos de prova de cinco materiais sobre a bancada, com a máquina universal de ensaios ao fundo: uma barra cilíndrica de aço, uma tira de alumínio, um corpo de prova de plástico em forma de gravata, um cilindro de concreto e um bloco de madeira. Cada um tem uma resistência diferente e é ensaiado de um jeito diferente, que é o assunto das próximas seções.

O que é resistência mecânica
Resistência mecânica é uma tensão, e não uma força. Tensão é a força dividida pela área da seção que a recebe, e é isso que torna o número uma propriedade do material e não da peça. Dizer que uma barra "aguenta 3.365 kgf" descreve aquela barra; dizer que o aço dela resiste a 420 MPa descreve o aço. Uma barra do mesmo aço com o dobro do diâmetro tem quatro vezes a área e aguenta quatro vezes a força, mas a resistência continua 420 MPa. É por isso que materiais de tamanhos diferentes só se comparam pela tensão.
A mesma ideia explica por que a resistência sempre vem acompanhada do tipo de carga. Um material pode resistir muito à compressão e pouco à tração, como o concreto, ou ter resistências parecidas nos dois sentidos, como o aço. Por isso não existe "a" resistência de um material sem dizer de qual esforço se fala, e o tipo mais citado, quando nada é dito, é a resistência à tração.
Dois números: escoamento e ruptura
Nos materiais que se deformam plasticamente, como os metais, a resistência tem dois números, ambos lidos na curva tensão-deformação do ensaio de tração. O primeiro é o limite de escoamento, a tensão em que começa a deformação permanente: ReH e ReL nos aços com patamar de escoamento e Rp0,2, a tensão que deixa 0,2 % de deformação permanente, nos demais. O segundo é o limite de resistência, Rm, a tensão na força máxima do ensaio. Os símbolos são os da ABNT NBR ISO 6892-1:2024.
Os dois respondem a perguntas diferentes. O escoamento diz até onde a peça trabalha sem ficar torta para sempre, e é a base do projeto de peças metálicas. O Rm diz quanto o material suporta antes de começar a romper, e é o número que separa um material de outro em certificados e especificações. O limite de resistência à tração tem artigo próprio, com a tabela dos aços e a carga de ruptura.
Os gráficos abaixo mostram onde ficam esses números. À esquerda, um aço dúctil com os valores do exercício 1 deste artigo: o detalhe do início da curva marca o Rp0,2 de 259,7 MPa, na interseção com a reta paralela ao trecho elástico deslocada de 0,2 %; o ponto mais alto é o Rm de 420,2 MPa; a ruptura vem depois, com tensão menor, porque a seção afinou na estricção. À direita, um material frágil, em curva ilustrativa: ele não escoa, rompe no próprio pico, e o limite de resistência e a tensão de ruptura praticamente coincidem.

A tensão da curva é de engenharia: a força é sempre dividida pela área inicial do corpo de prova. Depois do Rm, a área real do pescoço diminui muito, e a tensão verdadeira continua subindo até a fratura; a queda da curva é um efeito da conta. A leitura completa dos pontos da curva está no artigo sobre o diagrama tensão-deformação, e o afinamento do pescoço, no artigo sobre a estricção.
O que não é resistência mecânica
Três usos da palavra "resistência" aparecem perto deste tema e não são a propriedade de que este artigo trata:
- Atrito: a força que se opõe ao deslizamento entre duas superfícies às vezes é chamada de "resistência" em textos de física. Ela depende do par de superfícies, não de um material sozinho, e se mede pelo coeficiente de atrito, adimensional.
- Resistência química e à corrosão: descrevem quanto o material se degrada no ambiente. Afetam a resistência mecânica ao longo do tempo, mas são outra propriedade.
- Resistência na fisioterapia e na educação física: é a capacidade de um músculo sustentar esforço repetido. Não tem relação com tensão em MPa.
Propriedade e disciplina
Resistência mecânica e resistência dos materiais não são a mesma coisa. A primeira é a propriedade, um número de cada material medido em ensaio. A segunda é a disciplina de engenharia que calcula as tensões e deformações dentro de peças carregadas (barras, vigas, eixos e colunas) e compara essas tensões com a resistência do material, com coeficientes de segurança. Esforços internos, flexão de vigas, torção de eixos, flambagem e tensão admissível são assuntos da disciplina, tratados no artigo sobre resistência dos materiais. Aqui, as fórmulas aparecem só para calcular o resultado de um ensaio.
Fórmula e unidade da resistência mecânica
A fórmula da resistência mecânica é σ = F / A: a força, em newtons, dividida pela área da seção que a recebe, em milímetros quadrados. Com essas unidades o resultado sai direto em N/mm², que é o mesmo que megapascal (MPa). No ensaio de tração, a força usada é a força máxima e a área é a inicial, e a fórmula ganha os símbolos da norma: Rm = Fm / S0. Os outros esforços têm fórmulas próprias, mostradas na seção sobre os tipos.
A unidade do Sistema Internacional é o pascal (Pa), que vale 1 N/m². Como o pascal é muito pequeno para materiais estruturais, usa-se o megapascal, 1 MPa = 106 Pa = 1 N/mm², e para módulos de elasticidade o gigapascal, 1 GPa = 1.000 MPa. Duas unidades antigas continuam comuns: o kgf/cm², em obra, catálogos de concreto e manômetros, e o psi (libra-força por polegada quadrada), em normas e fichas americanas. A tabela reúne as conversões, calculadas com as definições exatas 1 kgf = 9,80665 N e 1 psi = 6.894,757 Pa (cálculo da Biopdi):
| Unidade | Equivale a 1 MPa | 1 unidade em MPa |
|---|---|---|
| N/mm² | 1 | 1 |
| kgf/cm² | 10,197 | 0,0981 |
| kgf/mm² | 0,10197 | 9,807 |
| psi | 145,04 | 0,006895 |
| ksi (1.000 psi) | 0,14504 | 6,895 |
Na prática, 1 MPa vale cerca de 10 kgf/cm², e um concreto de 25 MPa equivale a cerca de 255 kgf/cm². A ABNT NBR 7480:2024 registra uma aproximação parecida para o aço: 1 MPa ≈ 0,1 kgf/mm², de onde vem o nome CA-50 (cerca de 50 kgf/mm² de escoamento). O exercício 4 faz as contas.
Tipos de resistência mecânica
Os tipos de resistência mecânica correspondem aos modos de carregar a peça: tração, compressão, flexão, cisalhamento e torção. Cada um tem um ensaio, um corpo de prova e uma fórmula própria para converter a força medida em tensão. O esquema abaixo mostra os cinco esforços, o corpo de prova típico de cada um e a fórmula do resultado.

A tabela resume a mesma informação com a norma de referência de cada ensaio, para consulta rápida:
| Tipo | Fórmula do resultado | Ensaio | Norma de referência |
|---|---|---|---|
| Tração | Rm = Fm / S0 | ensaio de tração | ABNT NBR ISO 6892-1:2024 e ASTM E8/E8M-25 (metais); ASTM D638-22 (plásticos) |
| Compressão | fc = 4F / (πD²), cilindro | ensaio de compressão | ABNT NBR 5739:2018 (concreto) |
| Flexão em 3 pontos | σf = 3FL / (2bd²) | ensaio de flexão | ASTM D790-25 (plásticos); ABNT NBR 12142:2010 (prismas de concreto) |
| Cisalhamento | τ = F / A (simples) ou F / (2A) (duplo) | ensaio de cisalhamento | conforme o produto (parafusos, juntas, núcleos sanduíche) |
| Torção | τmáx = 16T / (πd³), eixo maciço | ensaio de torção | conforme o produto (fios, parafusos, eixos) |
Resistência à tração
A resistência à tração é a tensão máxima que o material suporta quando a força tende a alongá-lo. É a mais usada para metais, fios, chapas e plásticos, porque o mesmo ensaio entrega também o escoamento, o alongamento e o módulo de elasticidade. O resultado principal é o Rm = Fm / S0, com S0 medida antes do ensaio. O procedimento está no artigo sobre o ensaio de tração, e o guia da norma de metais, no artigo sobre a ASTM E8 e a ISO 6892-1.
Resistência à compressão
A resistência à compressão é a tensão máxima sob uma força que tende a encurtar o corpo de prova. É a propriedade-chave do concreto, das argamassas, dos blocos e da madeira na direção das fibras. No concreto, o cilindro é carregado continuamente até romper e a resistência é fc = 4F / (πD²), com D o diâmetro médio; a ABNT NBR 5739:2018 fixa a taxa de carregamento em 0,45 ± 0,15 MPa/s e pede o resultado com três algarismos significativos. Em metais dúcteis, a compressão não tem um Rm claro, porque o corpo de prova se achata sem romper. O ensaio de compressão e o guia da NBR 5739 trazem os detalhes.
Resistência à flexão
A resistência à flexão é a tensão máxima na face tracionada de uma barra apoiada em dois pontos e carregada no meio (3 pontos) ou em dois pontos (4 pontos). A flexão combina tração numa face e compressão na outra, e por isso é o ensaio usado para materiais difíceis de prender numa garra de tração: plásticos, cerâmicas e prismas de concreto. Em 3 pontos, σf = 3FL / (2bd²), com L o vão, b a largura e d a espessura. A ASTM D790-25 usa essa fórmula em plásticos, com vão de 16 vezes a espessura; o concreto usa a ABNT NBR 12142:2010, com prismas em 4 pontos. O ensaio de flexão e o guia da ASTM D790 detalham o método.
Resistência ao cisalhamento
A resistência ao cisalhamento é a tensão que o material suporta quando duas partes tendem a deslizar uma sobre a outra num mesmo plano, como num pino, num rebite ou numa junta colada. A tensão média é τ = F / A no corte simples, com um plano de corte, e τ = F / (2A) no corte duplo, em que a mesma força se divide entre dois planos. Em metais, a resistência ao cisalhamento fica abaixo da de tração: no alumínio 6061-T6, os valores típicos da Aluminum Association são 207 MPa ao cisalhamento e 310 MPa à tração, uma relação de cerca de 0,67 (cálculo da Biopdi). O ensaio de cisalhamento mostra os dispositivos.
Resistência à torção
A resistência à torção é a tensão de cisalhamento máxima que o material suporta quando a peça é torcida por um momento T. Num eixo maciço de diâmetro d, a tensão é máxima na superfície e vale τmáx = 16T / (πd³) enquanto o material está no regime elástico. É a resistência que importa em eixos de transmissão, parafusos no aperto, molas e fios. A dedução da fórmula e o dimensionamento de eixos ficam com a disciplina de resistência dos materiais; o ensaio está no artigo sobre o ensaio de torção.
Impacto, fadiga e fluência: resistências de outra natureza
Três propriedades também são chamadas de "resistência", mas não se medem como uma tensão sob carga crescente:
- Resistência ao impacto: é a energia absorvida para romper um corpo de prova entalhado com um golpe, medida em joules (J) no ensaio Charpy ou Izod (ASTM E23-25, ISO 148-1). Não é uma tensão e não se converte em MPa. É uma medida de tenacidade, tratada no ensaio de impacto.
- Resistência à fadiga: é a amplitude de tensão que o material suporta por um número definido de ciclos de carga, lida na curva S-N. Fica bem abaixo do Rm, porque trincas crescem sob carga repetida mesmo com tensões baixas. Ver o ensaio de fadiga.
- Resistência à fluência: é a tensão que o material suporta sob carga constante, por longo tempo e em geral em temperatura alta, sem passar de uma deformação ou romper num prazo definido. Ver o ensaio de fluência.
Quais são os 3 tipos de resistência?
Na engenharia, os três esforços básicos são tração, compressão e cisalhamento: toda tensão num ponto de uma peça se decompõe em tensões normais (tração ou compressão) e tensões de cisalhamento. A flexão e a torção não são esforços novos, e sim combinações: a flexão gera tração numa face e compressão na outra, e a torção gera cisalhamento. Por isso a resposta curta à pergunta é tração, compressão e cisalhamento, com flexão e torção como casos derivados, e impacto e fadiga como resistências a outros tipos de carga.
Como se mede a resistência mecânica
A resistência mecânica se mede num ensaio destrutivo normalizado: um corpo de prova de forma e dimensões definidas pela norma recebe carga crescente numa máquina de ensaio até escoar ou romper, enquanto a força e a deformação são registradas. O resultado é a força convertida em tensão pela área do corpo de prova. Um teste de resistência mecânica, portanto, tem quatro partes:
- Corpo de prova normalizado: cilindro ou chapa usinados para tração de metais, gravata para plásticos, cilindro moldado para concreto, barra para flexão. A área é medida antes do ensaio, porque um erro de 1 % no diâmetro vira cerca de 2 % na tensão. O artigo sobre o corpo de prova mostra as formas.
- Máquina que aplica a carga: uma máquina universal de ensaios, que traciona, comprime ou flexiona trocando as garras e os dispositivos, ou uma prensa de compressão para concreto e blocos. A velocidade é a da norma.
- Célula de carga: mede a força. A ABNT NBR ISO 6892-1:2024 e a ABNT NBR 5739:2018 pedem máquina classe 1 ou melhor pela ABNT NBR ISO 7500-1 (a NBR 5739 admite classe 2 em laboratório de obra e em central de concreto). O artigo sobre a célula de carga explica a medição.
- Extensômetro, quando necessário: mede a deformação no trecho útil. É indispensável para o Rp0,2 e o módulo de elasticidade, mas não para o Rm, que depende só da força máxima e da área. Por isso pode ser retirado antes da ruptura. Ver o artigo sobre o extensômetro.
O software converte a curva força × deslocamento em tensão × deformação e extrai os números. O mesmo material dá valores diferentes se o ensaio mudar: um corpo de prova de outra geometria, outra velocidade, outra temperatura ou, no concreto, outro preparo das bases muda o resultado. É por isso que um valor de resistência só vale acompanhado da norma do ensaio. A verificação da máquina, o certificado e a classe estão no artigo sobre a calibração da máquina universal pela NBR ISO 7500-1.
Valores de resistência mecânica por material
A resistência mecânica varia de poucos megapascals, na tração do concreto, a centenas, nos metais, e cada valor só faz sentido com o tipo de carga e o tipo de valor. A tabela reúne valores de referência, cada um com a sua fonte. Mínimo de norma é o que o produto tem de atingir; valor característico é uma estimativa estatística de lote usada em projeto; valor típico é a média publicada por fabricantes e associações, útil como ordem de grandeza.
| Material e propriedade | Valor (MPa) | Tipo de valor | Fonte |
|---|---|---|---|
| Aço ASTM A36, escoamento (chapas, perfis e barras até 203 mm) | ≥ 250 | mínimo | ASTM A36/A36M-19 |
| Aço ASTM A36, Rm | 400 a 550 | faixa especificada | ASTM A36/A36M-19 |
| Vergalhão CA-50, escoamento fyk | ≥ 500 | característico | ABNT NBR 7480:2024 |
| Vergalhão CA-50, resistência à tração fst | ≥ 1,10·fy (550 com fy = 500) | mínimo | ABNT NBR 7480:2024 |
| Alumínio 6061-T6, Rp0,2 / Rm | 276 / 310 | típico | Aluminum Association |
| Alumínio 6061-T6, cisalhamento | 207 | típico | Aluminum Association |
| Concreto C30, compressão fck | 30 | característico (28 dias) | ABNT NBR 8953:2015 |
| Concreto C30, tração média fct,m | 2,9 | estimativa de projeto | ABNT NBR 6118:2023 (cálculo da Biopdi) |
| Madeira nativa D20 a D60, compressão paralela fc0,k | 20 a 60 | característico (12 % de umidade) | ABNT NBR 7190-1:2022 |
| Polipropileno homopolímero, tração no escoamento | 33 a 34 | típico (ASTM D638) | folhas de dados Braskem H 401 e H 614 |
O gráfico abaixo põe os valores numa escala linear única, em laranja para tração e em azul para compressão, com a faixa do Rm do A36 hachurada. Ele mostra a distância entre as famílias: a tração média do concreto C30 é cerca de um centésimo da resistência à tração do aço, e um plástico de engenharia comum fica na mesma ordem do concreto à compressão.

Dois cuidados na leitura. Valores de tipos diferentes não se comparam um a um: o 276 MPa do alumínio é típico, enquanto o 250 MPa do A36 é mínimo, e o aço real costuma escoar acima disso. E o valor de um material muda com a condição: o mesmo aço recozido, laminado ou temperado tem resistências muito diferentes. A tabela completa de aços por condição está no artigo sobre o limite de resistência à tração.
Metal, concreto, madeira e plástico: o que muda
A forma de especificar e de medir a resistência mecânica muda com a família do material, porque cada uma falha de um jeito. As quatro famílias mais comuns na engenharia seguem lógicas diferentes.
Metais: escoamento e Rm, na tração
Nos metais, a resistência se especifica pela tração, com um escoamento mínimo e um Rm mínimo ou numa faixa, como no A36. O projeto usa o escoamento, porque a peça deve trabalhar sem deformação permanente, e o Rm entra na verificação da ruptura e no controle de qualidade. O vergalhão tem uma regra própria: a ABNT NBR 7480:2024 exige do CA-50 fyk ≥ 500 MPa e resistência à tração de pelo menos 1,10 vez o escoamento medido. Essa relação garante reserva de encruamento depois do escoamento, para a armadura avisar antes de romper.
Concreto: compressão aos 28 dias
No concreto, a resistência que define o material é a compressão. A classe, como C30, indica o fck, a resistência característica à compressão em MPa aos 28 dias; as classes são as da ABNT NBR 8953:2015. O ensaio é a compressão de cilindros moldados e curados (ABNT NBR 5738) e rompidos pela ABNT NBR 5739:2018. À tração, o concreto resiste pouco: a ABNT NBR 6118:2023 estima a tração média por fct,m = 0,3·fck2/3 para classes até C50, o que dá 2,9 MPa para o C30, cerca de 10 % da compressão (cálculo da Biopdi). É por isso que o concreto leva armadura de aço nas regiões tracionadas. A tração direta quase nunca é ensaiada: mede-se a tração por compressão diametral (ABNT NBR 7222:2011) ou na flexão (ABNT NBR 12142:2010), e a NBR 6118 converte, com fct igual a 0,9 da diametral ou 0,7 da de flexão.
Madeira: depende da direção das fibras
A madeira é anisotrópica: resiste muito mais na direção das fibras do que perpendicular a elas, e o valor muda com a umidade. Na ABNT NBR 7190-1:2022, as madeiras nativas são agrupadas em classes D20 a D60, em que o número é a resistência característica à compressão paralela às fibras, em MPa, obtida em corpos de prova isentos de defeitos e referida a 12 % de umidade. A mesma edição criou classes para peças estruturais de florestas plantadas (de D18 a D70 nas folhosas) definidas pela resistência à flexão; nelas, o número não é a compressão. Uma "D40" de floresta plantada não tem 40 MPa à compressão paralela, e a classe precisa vir com a tabela de origem.
Plásticos: temperatura, velocidade e tempo
Nos plásticos, a resistência é bem menor que a dos metais e muito mais sensível às condições de ensaio. Um polipropileno homopolímero fica em 33 a 34 MPa de tração no escoamento nas folhas de dados da Braskem, medidos pela ASTM D638 à temperatura ambiente. Esquentar, ensaiar mais devagar ou manter a carga por muito tempo reduz o valor, e sob carga constante o plástico se deforma com o tempo (fluência). Por isso as normas de plásticos fixam velocidade e condicionamento, e a ficha precisa dizer qual tensão foi reportada: no escoamento, máxima ou na ruptura.
Resistência, rigidez, dureza e tenacidade
Resistência, rigidez, dureza e tenacidade são quatro propriedades diferentes, e a maior parte das confusões sobre resistência mecânica vem de tratá-las como uma só. Cada uma responde a uma pergunta e tem unidade e ensaio próprios, como resume a tabela:
| Propriedade | Pergunta que responde | Unidade | Ensaio |
|---|---|---|---|
| Resistência mecânica | quanta tensão suporta antes de escoar ou romper? | MPa | tração, compressão, flexão |
| Rigidez (módulo de elasticidade E) | quanto deforma sob uma tensão, no regime elástico? | GPa | tração com extensômetro |
| Dureza | quanto resiste à penetração localizada na superfície? | HB, HV, HRC | dureza |
| Tenacidade | quanta energia absorve até romper? | J (impacto) ou J/m³ | impacto, área sob a curva |
Exemplos do dia a dia mostram que uma propriedade não prevê a outra. O vidro é duro e rígido, mas pouco tenaz: risca o aço e quebra com um golpe. A borracha é muito elástica e pouco rígida: deforma muito e volta à forma. O aço estrutural é resistente, rígido e tenaz ao mesmo tempo, o que explica o seu uso em estruturas. E trocar um aço comum por um aço de alta resistência deixa a peça mais forte, mas não mais rígida, porque o módulo de elasticidade dos aços fica perto de 200 GPa em todas as classes. A comparação gráfica entre rigidez e resistência está no artigo sobre as propriedades mecânicas dos materiais, e cada propriedade tem artigo próprio: módulo de elasticidade, dureza e tenacidade.
Dureza e resistência à tração têm uma relação empírica em aços, e a dureza serve para estimar o Rm numa triagem, sem destruir a peça. A relação vale só para algumas famílias de material e tem erro grande, e não substitui o ensaio de tração num laudo; os fatores e os limites estão no artigo sobre dureza.
Como aumentar a resistência mecânica (e o que a reduz)
A resistência mecânica de um material sobe com tudo o que dificulta a deformação plástica e o início de trincas, e cai com o que os facilita. Os caminhos mudam com a família do material.
Nos metais
Nos metais, a resistência depende da facilidade com que as discordâncias, os defeitos de linha da rede cristalina, se movem. Os mecanismos que as bloqueiam aumentam a resistência:
- Elementos de liga: átomos dissolvidos distorcem a rede; nos aços-carbono, mais carbono dá Rm maior.
- Refino de grão: contornos de grão são barreiras; grão menor, resistência maior.
- Trabalho a frio: laminação a frio e trefilação aumentam o escoamento pelo encruamento, com perda de ductilidade.
- Têmpera e revenimento: a têmpera forma martensita, muito resistente e frágil, e o revenimento devolve parte da tenacidade.
- Endurecimento por precipitação: partículas finas bloqueiam as discordâncias; é o tratamento T6 do alumínio 6061.
O recozimento faz o oposto: em geral reduz a resistência e a dureza e aumenta a ductilidade, para facilitar a conformação ou a usinagem. Afirmar que recozer aumenta a resistência é um erro comum. O panorama está em tratamento térmico dos metais.
No concreto
No concreto, a resistência à compressão sobe com a redução da relação água/cimento, com o adensamento que elimina vazios e com a cura úmida, que mantém a hidratação do cimento. Água a mais na mistura, adensamento ruim e cura curta deixam poros, e poros são pontos fracos.
O que reduz a resistência
Em qualquer material, alguns fatores reduzem a resistência em serviço ou no ensaio:
- Poros, inclusões e trincas: concentram tensão e iniciam a fratura, sobretudo em materiais frágeis.
- Entalhes e mudanças bruscas de seção: furos, roscas e cantos vivos elevam a tensão local acima da média.
- Temperatura alta: o escoamento e o Rm dos metais caem com o aquecimento, e os plásticos perdem resistência bem antes.
- Carga repetida: a fadiga rompe peças com tensões bem abaixo do Rm.
- Corrosão e umidade: reduzem a seção útil dos metais e a resistência da madeira.
Como interpretar um valor de resistência mecânica
Um número de resistência só é útil quando se sabe exatamente o que ele representa. As perguntas abaixo são as que mais evitam erro na leitura de certificados, fichas técnicas e laudos.
O valor é mínimo, característico ou típico?
Mínimo de norma é o que o produto tem de atingir para ser aceito, como os 250 MPa de escoamento do A36. Valor característico é uma estimativa estatística com 5 % de chance de um resultado ficar abaixo dele, como o fck do concreto e o fyk do vergalhão. Valor típico é uma média de fabricante, como os 310 MPa do alumínio 6061-T6. Projetar com um valor típico como se fosse mínimo é inseguro; comparar um mínimo com um típico exagera a diferença entre dois materiais.
Qual das tensões foi reportada?
Num metal, "resistência" pode ser o escoamento ou o Rm, e a diferença entre os dois chega a 40 % ou mais. Num plástico, pode ser a tensão no escoamento, a máxima ou a de ruptura. Num concreto, pode ser a compressão, a tração por compressão diametral ou a tração na flexão. O símbolo (Rp0,2, Rm, fck, fct,sp) diz qual é; sem o símbolo, pergunte.
Em que condição o material foi ensaiado?
O valor vale para a condição do material (laminado, recozido, temperado, envelhecido) e do ensaio (temperatura, velocidade, idade do concreto, umidade da madeira). Um Rm de aço sem a condição de fornecimento, ou um fc de concreto sem a idade, não serve para comparação.
O resultado do corpo de prova vale para a peça?
O ensaio mede o material num corpo de prova padronizado, sem defeitos de fabricação, na direção e na posição de onde foi retirado. A peça real tem furos, soldas, entalhes, outra espessura e outra direção de laminação. A resistência do material é o ponto de partida; a capacidade da peça sai do cálculo com coeficientes de segurança, que é o trabalho da resistência dos materiais.
Erros comuns sobre resistência mecânica
Os erros abaixo aparecem com frequência em textos sobre o tema e em respostas de prova:
- Chamar força de resistência: "aguenta 500 kg" é a carga de uma peça, não a resistência do material. Resistência é força por área.
- Usar o Rm como tensão de projeto de peça metálica: o projeto de peças dúcteis usa o escoamento, com coeficiente de segurança.
- Dar resistência ao impacto em MPa: a energia de impacto é medida em joules e não se converte em tensão.
- Confundir rigidez com resistência: um aço mais resistente não é mais rígido; o módulo quase não muda.
- Dizer que o recozimento aumenta a resistência: em geral reduz, e aumenta a ductilidade.
- Esquecer que o concreto é fraco à tração: a tração média é cerca de 10 % da compressão.
- Comparar classes de madeira de tabelas diferentes: na NBR 7190-1:2022, a classe D das nativas é pela compressão e a das peças de florestas plantadas, pela flexão.
- Copiar a relação 1,08 do CA-50: a ABNT NBR 7480:2024 exige fst ≥ 1,10·fy.
Exercícios resolvidos
Os quatro exercícios usam números de ensaio e seguem a ordem do artigo: tração de aço, compressão de concreto, flexão de plástico e conversão de unidades. As contas são cálculos da Biopdi, refeitos em 07/10/2026.
Exercício 1: escoamento e Rm de um aço
Um corpo de prova cilíndrico de aço, com diâmetro de 10,0 mm, foi ensaiado à tração com extensômetro. A força no limite convencional de 0,2 % foi 20,4 kN e a força máxima, 33,0 kN.
- Área inicial: S0 = π × 10,0² / 4 = 78,54 mm².
- Escoamento: Rp0,2 = 20.400 / 78,54 = 259,7 MPa.
- Limite de resistência: Rm = 33.000 / 78,54 = 420,2 MPa.
- Comparação com o ASTM A36: escoamento ≥ 250 MPa e Rm de 400 a 550 MPa. Os dois valores atendem.
No relatório, a ABNT NBR ISO 6892-1:2024 recomenda arredondar resistências ao MPa inteiro, salvo norma de produto: 260 MPa e 420 MPa. São esses os números da curva do primeiro gráfico do artigo.
Exercício 2: compressão de um cilindro de concreto
Um cilindro de concreto de 10 × 20 cm (D = 100 mm) rompeu com força máxima de 196 kN. Qual é a resistência à compressão e qual taxa de força corresponde a 0,45 MPa/s?
- Área: A = π × 100² / 4 = 7.853,98 mm².
- Resistência: fc = 196.000 / 7.853,98 = 24,96 MPa, que com três algarismos significativos, como pede a ABNT NBR 5739:2018, fica 25,0 MPa.
- Taxa: 0,45 N/mm² por segundo × 7.853,98 mm² = 3.534 N/s, cerca de 3,53 kN/s.
- Em kgf/cm²: 25,0 × 10,197 = cerca de 255 kgf/cm².
A força de 196 kN mostra por que a capacidade da máquina precisa de folga: uma prensa de 200 kN trabalharia a 98 % da capacidade, e o rompimento precisa ficar dentro da faixa em que a máquina foi verificada.
Exercício 3: resistência à flexão de um plástico
Uma barra de plástico de 12,7 mm de largura e 3,2 mm de espessura foi ensaiada em flexão de 3 pontos com vão de 51,2 mm (16 vezes a espessura) e rompeu com 90 N.
- Numerador: 3 × F × L = 3 × 90 × 51,2 = 13.824 N·mm.
- Denominador: 2 × b × d² = 2 × 12,7 × 3,2² = 260,1 mm³.
- Resistência à flexão: σf = 13.824 / 260,1 = 53,1 MPa.
A força de ruptura é de apenas 90 N. Ensaios assim pedem uma célula de carga de baixa capacidade, para a força ficar dentro da faixa em que a medição tem a exatidão da classe.
Exercício 4: conversão de unidades
Um projeto pede concreto de 25 MPa, e uma ficha americana dá um material de 5.000 psi. Converta.
- 25 MPa × 10,197 = 254,9 kgf/cm².
- 25 MPa × 145,04 = 3.626 psi.
- 5.000 psi × 0,006895 = 34,5 MPa.
- No sentido inverso, um concreto antigo de 250 kgf/cm² tem 250 × 0,0981 = 24,5 MPa.
Normas da resistência mecânica
As definições e os métodos vêm das normas de ensaio; os valores mínimos e as classes vêm das normas de produto e de projeto. A tabela reúne as normas citadas neste artigo, com a edição vigente conferida em 07/10/2026 no catálogo ABNT (Target) e na loja ASTM:
| Norma | O que trata | Edição |
|---|---|---|
| ABNT NBR ISO 6892-1 | tração de metais em temperatura ambiente: ReH, Rp0,2, Rm | 2024 (versão corrigida de 07/2026) |
| ISO 6892-1 | tração de metais em temperatura ambiente | 2019 |
| ASTM E8/E8M | tração de metais | E8/E8M-25 |
| ASTM D638 | tração de plásticos | D638-22 |
| ASTM D790 | flexão de plásticos | D790-25 |
| ASTM E23 | impacto Charpy e Izod em metais | E23-25 |
| ABNT NBR 5739 | compressão de corpos de prova cilíndricos de concreto | 2018 (confirmada em 12/2023) |
| ABNT NBR 12142 | tração na flexão de prismas de concreto | 2010 |
| ABNT NBR 7222 | tração por compressão diametral de concreto e argamassa | 2011 |
| ABNT NBR ISO 7500-1 | verificação do sistema de medição de força da máquina | 2023 |
| ABNT NBR 7480 | aço para armaduras de concreto (CA-50: fyk ≥ 500 MPa, fst ≥ 1,10·fy) | 2024 |
| ASTM A36/A36M | aço-carbono estrutural | A36/A36M-19 |
| ABNT NBR 8953 | classes de resistência do concreto | 2015 (confirmada em 01/2025) |
| ABNT NBR 6118 | projeto de estruturas de concreto (fct,m) | 2023 |
| ABNT NBR 7190-1 | projeto de estruturas de madeira (classes de resistência) | 2022 |
Máquina para medir a resistência mecânica
Para medir a resistência mecânica de metais, plásticos, compósitos e madeira, a máquina universal de ensaios aplica a carga com velocidade controlada e troca garras e dispositivos conforme o esforço: tração, compressão, flexão e cisalhamento na mesma estrutura. A máquina universal Biopdi da linha M2 é eletromecânica, tem modelos de coluna simples, de 200 N a 10 kN, e de coluna dupla, de 5 kN a 1.000 kN, mede a força com células de carga classe 1 pela ABNT NBR ISO 7500-1:2023 e usa o software BioLab, que converte força em tensão com a área informada e monta o relatório. O painel abaixo mostra a máquina, o papel de cada parte na medição e os dispositivos dos quatro esforços.
A máquina universal na medição da resistência
A linha M2 tem modelos de coluna simples, de 200 N a 10 kN, e de coluna dupla, de 5 kN a 1.000 kN. Cada parte da máquina tem uma função na medição da resistência mecânica:

- Travessa móvel traciona, comprime ou flexiona o corpo de prova na velocidade da norma
- Célula de carga mede a força, classe 1: é dela que sai a força máxima
- Garras e dispositivos definem o esforço: tração, compressão, flexão ou cisalhamento
- Extensômetro opcional para o Rm, necessário para Rp0,2 e módulo
- Software BioLab divide a força pela área e calcula a resistência
- Painel e emergência posiciona e para o ensaio
Dispositivos para os ensaios de resistência
Os dispositivos abaixo são montados na mesma máquina, conforme o esforço e a norma:
Garra cunhatração; 5, 20 e 200 kN
Pratos de compressãocompressão; 1, 50 e 300 kN
Dispositivo de flexãoflexão; 10, 50 e 300 kN
Dispositivo de cisalhamentoASTM C273/C273M-20A capacidade segue a força esperada, que é a resistência vezes a área. Barras de plástico em flexão, como a do exercício 3, e corpos de prova de polímeros ficam na máquina de 2 a 10 kN (MBIOI-10-M2); corpos de prova de aço usinados, como o do exercício 1, que rompe com 33 kN, na máquina de 5 a 50 kN (MBIOII-50-M2); vergalhões, na máquina de 100 a 200 kN (MBIOII-200-M2). Para a compressão de concreto, como no exercício 2, a prensa elétrica Biopdi vai de 5 kN a 1.000 kN, e o BioLab converte a taxa de 0,45 MPa/s em kN/s pelo diâmetro medido. Para torção, a máquina de ensaio de torque tem uma versão básica, usada com a máquina universal, e uma completa, independente. O software BioLab e as demais capacidades estão na página da máquina universal de ensaios.
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Perguntas frequentes
O que é resistência mecânica?
É a maior tensão que um material suporta antes de escoar ou romper, calculada como força dividida pela área da seção e expressa em MPa. Depende do tipo de carga: tração, compressão, flexão, cisalhamento ou torção.
O que significa resistência mecânica?
Significa quanta tensão, e não quanta força, um material aguenta. Como a força é dividida pela área, o número descreve o material e permite comparar peças de tamanhos diferentes: o mesmo aço com o dobro do diâmetro aguenta quatro vezes a força, com a mesma resistência.
Qual é a fórmula da resistência mecânica?
A fórmula base é σ = F / A, força em newtons dividida pela área em mm², com resultado em MPa. Na tração, Rm = Fm / S0; na compressão de cilindro, fc = 4F / (πD²); na flexão em 3 pontos, σf = 3FL / (2bd²).
Qual é a unidade da resistência mecânica?
No Sistema Internacional é o pascal, e na prática o megapascal (MPa), igual a N/mm². 1 MPa vale 10,197 kgf/cm² e 145,04 psi.
O que é um teste de resistência mecânica?
É um ensaio normalizado em que uma máquina aplica carga crescente a um corpo de prova até escoar ou romper, medindo a força com uma célula de carga. Exemplos: tração de metais pela ABNT NBR ISO 6892-1:2024, compressão de concreto pela ABNT NBR 5739:2018 e flexão de plásticos pela ASTM D790-25.
Quais são os 3 tipos de resistência?
Na engenharia, tração, compressão e cisalhamento, os três esforços básicos. Flexão e torção combinam esses esforços, e impacto e fadiga são resistências a cargas súbitas e repetidas.
O que a resistência dos materiais estuda?
É a disciplina que calcula as tensões e deformações em peças carregadas, como barras, vigas, eixos e colunas, e as compara com a resistência do material para dimensionar a peça com segurança. A resistência mecânica é o dado de entrada desse cálculo.
Qual a diferença entre resistência mecânica e dureza?
A resistência mecânica é a tensão que o material inteiro suporta antes de escoar ou romper, em MPa. A dureza é a resistência à penetração localizada na superfície, em escalas como HB, HV e HRC. Em aços as duas se correlacionam, mas a dureza só estima a resistência.
Qual a diferença entre resistência e tenacidade?
Resistência é a tensão máxima; tenacidade é a energia que o material absorve até romper. Um material pode ser resistente e pouco tenaz, como um aço temperado sem revenimento ou uma cerâmica, que rompem sem deformar.
Qual a resistência mecânica do aço e do concreto?
O aço estrutural ASTM A36 tem escoamento mínimo de 250 MPa e Rm de 400 a 550 MPa, e o vergalhão CA-50 tem fyk de pelo menos 500 MPa (ABNT NBR 7480:2024). O concreto é especificado pela compressão aos 28 dias, como 30 MPa no C30, e resiste à tração só cerca de 10 % disso.