Mardoqueu M. Costa
Pesquisador em instrumentação e engenharia de materiais

Pós-doutor em Engenharia de Biossistemas pela ESALQ/USP (2023–2025) e bolsista de Pós-doutorado Empresarial do CNPq. Doutor (2015) e mestre (2010) em Engenharia Elétrica pela EESC/USP, graduado em Ciências Exatas com habilitação em Física pelo IFSC/USP (2008) e técnico em Mecatrônica pelo SENAI São Carlos.
Atua desde 2005 em instrumentação, engenharia de materiais e empreendedorismo de base tecnológica, com foco no desenvolvimento de dispositivos e equipamentos científicos, ensaios mecânicos de materiais e software de aquisição, controle e análise. É pesquisador da Biopdi desde 2011, no laboratório de pesquisa e desenvolvimento, e foi professor doutor e pesquisador na Universidade Brasil entre 2017 e 2025, atuando na formação de recursos humanos da iniciação científica ao pós-doutorado.
Publicou 22 artigos em periódicos, 3 capítulos de livros, 36 trabalhos completos e 33 resumos em anais, é autor de 3 patentes e participou do desenvolvimento e da comercialização de mais de 26 produtos e 9 softwares. Mantém projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação com captação junto a CNPq, FAPESP e Embrapii, além de consultorias técnico-científicas.
Essa combinação entre projeto de equipamento e pesquisa aplicada é o que sustenta o conteúdo técnico publicado aqui: os ensaios descritos nos artigos são os mesmos que os equipamentos da Biopdi realizam.
Formação
- Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ/USP)
- Escola de Engenharia de São Carlos (EESC/USP)
- Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP)
Registros
Áreas de atuação
Temas cobertos pelos 87 artigos publicados aqui.
- Ensaios mecânicos de materiais
- Máquina universal de ensaios
- Ensaio de tração
- Ensaio de compressão
- Ensaio de flexão
- Propriedades mecânicas dos materiais
- Extensometria
- Instrumentação científica
- Ciência e engenharia de materiais
- Desenvolvimento de equipamentos de ensaio
- Software de aquisição e controle
- Engenharia biomédica
- Metrologia mecânica
- Empreendedorismo de base tecnológica
Artigos (87)
Calibração de máquina universal de ensaios: NBR ISO 7500-1, classes, intervalo e certificado
Calibração de máquina universal de ensaios pela NBR ISO 7500-1:2023: padrão rastreável, 3 séries de 20 a 100 %, classes 0,5 a 3, 12 meses e certificado.
Corpo de prova de solda: tração e dobramento por ASME IX, AWS e ISO
Corpo de prova de solda: como retirar, usinar e ensaiar à tração e ao dobramento pela ASME IX e ISO 15614-1, com os critérios de 3 mm e de 95 % e exemplos.
NBR 12142: tração na flexão do concreto em corpo de prova prismático, cálculo e exemplos
NBR 12142:2010, vigente: tração na flexão do concreto em corpo de prova prismático com cargas nos terços. Fórmula, regra dos 5 %, taxa em kN/min e exemplos.
NBR 6136-2: ensaio de compressão de blocos de concreto, fbk, classes e o que mudou da NBR 12118
A NBR 6136-2:2026 substituiu a NBR 12118: ensaios de blocos vazados de concreto, fb = F/Ab na área bruta, cálculo do fbk, classes A, B e C e o que mudou.
NBR 7222: ensaio de compressão diametral, cálculo do fct,sp, tiras e taxa em kN/s
A NBR 7222:2011 mede a tração do concreto e da argamassa por compressão diametral: fct,sp = 2F/(π·d·L), a 0,05 MPa/s. Tiras, cálculo, exemplos e máquina.
NBR 15270-2: ensaio de compressão de blocos e tijolos cerâmicos, área bruta, fbk, absorção e AAI
A NBR 15270-2:2023 define os ensaios de blocos e tijolos cerâmicos: compressão na área bruta (fb = F/Ab), fbk do lote, absorção de água, AAI e mudanças de 2023.
Célula de carga: o que é, como funciona, tipos, classe de exatidão e a célula da máquina de ensaio
Célula de carga é o sensor que converte força em sinal elétrico, em geral 2 mV/V. Como funciona, tipos, ligação em 4 e 6 fios e classe pela ISO 7500-1.
NBR 5739: ensaio de compressão de concreto, cálculo do fc e as normas NBR 7222, NBR 12142 e NBR 6136-2
A ABNT NBR 5739:2018, confirmada em 2023, é a norma do ensaio de compressão de corpos de prova cilíndricos de concreto: carga contínua a 0,45 ± 0,15 MPa/s até a ruptura e fc = 4F/(πD²), em MPa, com três algarismos significativos. Veja o que ela exige da máquina e do corpo de prova, a correção h/d, os tipos de ruptura A a G e as normas irmãs: NBR 7222 (compressão diametral), NBR 12142 (tração na flexão) e NBR 12118, cancelada em 02/2026 e substituída pela NBR 6136-2:2026.
Lei de Hooke: fórmula, gráfico e exercícios resolvidos
Lei de Hooke: F = k·x na mola, σ = E·ε nos materiais e a forma generalizada em 3D. Fórmula, gráfico, experimento, 7 exercícios resolvidos e simulador.
Ensaio de dobramento: o que é, tipos, vergalhão, solda e normas (ISO 7438)
O ensaio de dobramento dobra um corpo de prova sobre um pino até 90° ou 180° e verifica se aparecem trincas. Veja tipos, pinos da NBR 7480, dobramento de solda e normas.
Ensaio Marshall: estabilidade, fluência, Vv, VAM e RBV pela DNIT 447/2024-ME
O ensaio Marshall mede a estabilidade e a fluência de misturas asfálticas a 60 °C pela DNIT 447/2024-ME. Veja o passo a passo, Vv, VAM, RBV e exemplo resolvido.
Ensaio de adensamento (ensaio edométrico): procedimento, Cc, σ'vm, cv e recalque pela NBR 16853
Ensaio de adensamento (edométrico) pela NBR 16853:2020: como medir Cc, σ'vm e cv em estágios de carga dobrada e prever quanto e em que tempo a argila recalca.
Máquina universal de ensaio: o que é, como funciona e tipos
Máquina universal de ensaio (MUE/UTM): o que é, como funciona, tipos eletromecânica e hidráulica, ensaios que faz, normas, calibração e como escolher.
ASTM A370: ensaios mecânicos de produtos de aço (tração, dobramento, dureza e Charpy), anexos e relação com a E8
ASTM A370-26: métodos de ensaio mecânico de produtos de aço (tração, dobramento, dureza e Charpy), anexos por produto, critério do Charpy e diferença para a E8.
ASTM D3039: ensaio de tração de compósitos, corpo de prova com tabs, módulo de corda e modos de falha
ASTM D3039: guia do ensaio de tração de compósitos de matriz polimérica, com corpo de prova com tabs, módulo de corda de 1.000 a 3.000 µε e o código de falha.
ASTM D412 e ISO 37: ensaio de tração de borracha, corpos de prova, velocidade e cálculos
ASTM D412 e ISO 37, o ensaio de tração de borracha: gravata ou anel a 500 mm/min, resistência à tração, alongamento na ruptura e tensão a 100 % e 300 %.
ASTM D695: ensaio de compressão de plásticos rígidos (corpo de prova, 1,3 mm/min e cálculo)
A ASTM D695-26 mede resistência, escoamento e módulo de plásticos rígidos em compressão: prisma de 12,7 × 12,7 × 25,4 mm a 1,3 mm/min. Cálculo e ISO 604.
ASTM D882: ensaio de tração de filmes plásticos, corpo de prova em tira, velocidade e módulo secante
A ASTM D882-26 mede a tração de filmes plásticos com menos de 1,0 mm em tiras de 5 a 25,4 mm: velocidade, garras, módulo secante, exemplo e diferença da D638.
Ensaio de dureza Brinell: fórmula HBW, esfera, carga e norma ISO 6506-1 e ASTM E10
O ensaio de dureza Brinell pressiona uma esfera de metal duro de 1 a 10 mm contra o metal e calcula HBW pela área da impressão. Fórmula, escalas e ISO 6506-1.
Ensaio de dureza Rockwell: como funciona, escalas HRC e HRB e norma ISO 6508-1
O ensaio de dureza Rockwell converte a profundidade permanente da impressão em HR = N − h/S. Veja escalas HRC e HRBW, ISO 6508-1:2023 e o que a dureza não mede.
Ensaio de dureza Vickers e microdureza: fórmula HV, faixas de força, perfil de camada e conversão para HRC
Ensaio de dureza Vickers e microdureza: HV = 0,1891·F/d², faixas da ISO 6507-1:2023, perfil de camada a 550 HV, conversão para HRC e o que a dureza não mede.
Módulo de cisalhamento (G): o que é, fórmula, relação com E e ν, valores e como medir
Módulo de cisalhamento (G): razão τ/γ no regime elástico, 77 GPa no aço pela NBR 8800. Relação G = E/[2(1+ν)], valores por material e medição por torção.
Módulo de resiliência (MR): o que é, como calcular e ensaio de carga repetida pelas DNIT 134 e 135/2018
Módulo de resiliência (MR) é a razão entre a tensão desvio repetida e a deformação recuperável de solos, britas e asfalto: MR = σd/εr, em MPa (DNIT 134 e 135).
ASTM D638: ensaio de tração de plásticos, corpos de prova tipo I a V, velocidade e cálculo
A ASTM D638-22 é o método da ASTM para as propriedades de tração de plásticos de até 14 mm de espessura, com corpos de prova em gravata tipo I a V. Veja dimensões, velocidade de ensaio, condicionamento, extensômetro, fórmulas, exemplo resolvido e as diferenças para a ISO 527-2:2025.
ASTM D790: ensaio de flexão de plásticos em três pontos (procedimentos A e B, vão e cálculos)
A ASTM D790-25 mede a resistência e o módulo de flexão de plásticos numa barra biapoiada carregada no meio, com vão de 16 vezes a espessura e taxa de deformação de 1 %/min (procedimento A) ou 10 %/min (procedimento B), até a ruptura ou até 5 % de deformação. Veja a velocidade R = ZL²/6d, as fórmulas, a correção de grandes deflexões, a comparação com a ISO 178 e a D6272 e exercícios resolvidos.
ASTM E8 x ISO 6892-1: ensaio de tração em metais, diferenças e requisitos (NBR ISO 6892-1 e A370)
A ASTM E8/E8M-25 e a ISO 6892-1:2019, adotada no Brasil como ABNT NBR ISO 6892-1:2024, regem o mesmo ensaio de tração de metais em temperatura ambiente. Elas diferem no comprimento de referência do corpo de prova (4D no E8, 5D no E8M e 5,65√S0 na ISO), no controle e na tolerância de velocidade, nos símbolos, no arredondamento e nas normas de máquina e extensômetro. Por isso o alongamento de uma não se compara direto com o da outra.
Corpo de prova de concreto: 10x20, 15x30 e prismático, moldagem e cura (NBR 5738), quantos moldar e rompimento
Corpo de prova de concreto: cilindro 10 × 20 ou 15 × 30 cm ou prisma, moldado e curado pela NBR 5738 e rompido aos 7 e 28 dias. Golpes, cura e quantos moldar.
Corpo de prova: o que é, tipos por ensaio e material, normas e dimensões
Corpo de prova é a amostra com forma e dimensões definidas pela norma do ensaio. Veja tipos, normas e medidas em metal, plástico, concreto, madeira e solda.
Ensaios destrutivos e não destrutivos: diferenças, tipos e quando usar cada um
Ensaios destrutivos rompem ou marcam a amostra para medir propriedades; os não destrutivos (END) acham trincas e poros sem inutilizar a peça. Tipos e normas.
Extensômetro e strain gauge: o que é, como funciona, tipos e uso no ensaio de tração
Extensômetro e strain gauge: o sensor colado que mede deformação (ΔR/R = GF·ε, GF ≈ 2) e o extensômetro de tração, com ponte, roseta e classes ISO 9513.
Limite de escoamento: o que é, como se mede (ReH, ReL, Rp0,2) e valores do aço 1020, 1045, 4140, A36 e CA-50
Limite de escoamento é a tensão em que o metal passa a deformar plasticamente (ReH, ReL, Rp0,2). Mínimos por norma e valores do 1020, 1045, 4140, A36 e CA-50.
NR-12 em máquinas de ensaio: o que a norma exige da máquina universal de ensaios
A máquina universal de ensaios está sujeita à NR-12: não aparece nas exclusões do item 12.1.4 e tem perigos de esmagamento, projeção de fragmentos e energia armazenada. O texto vigente é o da Portaria SEPRT 916/2019, com última modificação pela Portaria MTE 344/2024. Veja os itens que se aplicam (12.5.1, 12.5.2, 12.5.6, 12.6, 12.11, 12.13 e 12.16), a apreciação de riscos pela ABNT NBR ISO 12100, categoria e PL pela NBR ISO 13849-1, exercícios e checklist.
Ensaio de tração: o que é, passo a passo, cálculos e normas (NBR ISO 6892-1)
O ensaio de tração aplica uma força de tração axial a um corpo de prova até a ruptura e mede escoamento, resistência, módulo e alongamento. Veja cálculos, passo a passo, normas e corpos de prova.
Ensaio triaxial: tipos UU, CU e CD, cálculo, círculos de Mohr e exemplo resolvido
O ensaio triaxial mede a resistência ao cisalhamento do solo sob confinamento. Veja os tipos UU, CU e CD, o parâmetro B, as fórmulas e um exemplo CU resolvido.
Ensaio de cisalhamento direto: norma ASTM D3080, passo a passo e como calcular c' e φ'
O ensaio de cisalhamento direto mede a resistência ao corte do solo e dá a coesão c' e o ângulo de atrito φ'. ASTM D3080-23, passo a passo e exemplo resolvido.
Ensaio CBR e Índice de Suporte Califórnia
Ensaio CBR (Índice de Suporte Califórnia): normas NBR 9895:2025 e DNIT 172, passo a passo, fórmula com 6,9 e 10,35 MPa, exemplo resolvido e CBR por camada.
ISO 898-1: classes de resistência de parafusos (8.8, 10.9, 12.9), carga de prova e ensaios
A ISO 898-1:2013 define as classes de resistência de parafusos de aço carbono e aço liga, de 4.6 a 12.9, e os ensaios que as comprovam. Veja o que significa cada número, a tabela resumida, a área resistente do M12 (84,3 mm²), as forças de ruptura e de prova em kN, os ensaios e a escolha da máquina.
NBR 13279: resistência à tração na flexão e à compressão da argamassa (prismas 4 × 4 × 16 cm), cálculo e classificação
A ABNT NBR 13279:2005, vigente e confirmada pela ABNT em novembro de 2023, é o método brasileiro para medir a resistência à tração na flexão e à compressão de argamassas de assentamento e revestimento: prismas de 4 × 4 × 16 cm rompidos em flexão de 3 pontos com vão de 100 mm, a (50 ± 10) N/s, e as metades rompidas em compressão sobre 40 × 40 mm, a (500 ± 50) N/s. Rf = 1,5·Ff·L/40³ e Rc = Fc/1.600, em MPa. Veja o procedimento, o critério de descarte, um exemplo resolvido, a classificação pela NBR 13281 e a força que a máquina precisa ter.
NBR 13818: norma cancelada, o que a substituiu (NBR ISO 13006 e NBR ISO 10545) e o ensaio de flexão de placas cerâmicas
A ABNT NBR 13818:1997 foi cancelada em dezembro de 2020 e substituída pela ABNT NBR ISO 13006:2020 (especificação) e pela série ABNT NBR ISO 10545 (métodos de ensaio). Veja os grupos de absorção de água, a definição vigente de porcelanato, as 16 partes da NBR ISO 10545 e o ensaio de flexão da NBR ISO 10545-4 com exemplos resolvidos.
NBR 7480: requisitos do aço CA-25, CA-50, CA-60 e CA-70, tabela e ensaios do vergalhão
A ABNT NBR 7480:2024 fixa os requisitos das barras e fios de aço para concreto armado: categorias CA-25, CA-50, CA-60 e CA-70, escoamento mínimo, relação fst/fy, alongamento, dobramento, massa linear e amostragem. Os métodos de ensaio vêm da ABNT NBR ISO 6892-1 (tração) e da ABNT NBR 17005 (dobramento).
Ensaio de dureza: tipos, como é feito e normas (Brinell, Rockwell, Vickers e Shore)
O ensaio de dureza pressiona um penetrador normalizado contra a peça, com força e tempo controlados, e mede a impressão ou a profundidade. Veja os tipos, o passo a passo de cada método, espessura e distâncias mínimas, verificação do durômetro e normas.
Propriedades mecânicas dos materiais: o que são, quais são, ensaios, normas e valores do aço
Propriedades mecânicas dos materiais definem como um material responde a forças: quanto deforma, se volta à forma, quanta carga suporta, quanta energia absorve e como rompe. Veja cada propriedade com unidade, ensaio e norma, os valores do aço (NBR 8800, ASTM A36, CA-50), os pares que se confundem e exercícios resolvidos.
Maleabilidade: o que é, metais mais maleáveis, diferença para ductilidade e como se avalia
Maleabilidade é a capacidade de um metal sofrer grande deformação plástica sob compressão, martelado, prensado ou laminado, sem trincar. Veja por que os metais são maleáveis, o ranking com fonte, a diferença para ductilidade, como se avalia em ensaio (compressão, dobramento, Erichsen, achatamento), o ferro fundido maleável e exercícios resolvidos.
Sinterização: o que é, etapas da metalurgia do pó, temperatura, densidade e ensaios de peças sinterizadas
Sinterização é a consolidação de um pó compactado por aquecimento abaixo da fusão, em geral a 70 a 85 % da temperatura absoluta de fusão: a difusão forma pescoços entre as partículas e reduz a porosidade. Não é tratamento térmico de aço no sentido clássico. Aço sinterizado Fe-Cu-C: 1.120 a 1.150 °C por 20 a 30 min e 6,8 a 7,2 g/cm³. Veja etapas, mecanismos, estágios, fase líquida, porosidade, ensaios pela ISO 2738, ISO 3325 e ISO 2739 e exercícios resolvidos.
Recozimento do aço: o que é, tipos, temperaturas e efeitos nas propriedades
Recozimento é o tratamento térmico que aquece o metal, mantém a temperatura e resfria devagar, em geral dentro do forno, para reduzir a dureza e as tensões internas e recuperar a ductilidade e a usinabilidade. No aço, o recozimento pleno austenitiza cerca de 30 a 50 °C acima de Ac3, e os tipos subcríticos ficam abaixo de Ac1 (alívio de tensões de 550 a 650 °C, esferoidização de 700 a 720 °C). Veja os tipos, as temperaturas, a microestrutura, os efeitos com números e como conferir o resultado.
Nitretação: o que é, processos (gasosa, plasma e banho de sal), camada branca, NHD e diferença para a cementação
Nitretação é o tratamento termoquímico que difunde nitrogênio na superfície do aço abaixo da temperatura de austenitização, sem têmpera: de 495 a 565 °C na via gasosa, de 430 a 595 °C a plasma e cerca de 570 a 580 °C em banho de sal. Forma uma camada branca de 10 a 20 µm sobre uma zona de difusão de 0,1 a 0,6 mm, com 600 a mais de 1.000 HV conforme o aço. Veja os processos, os aços, a medição da NHD pela ISO 18203 e a comparação com a cementação.
Revenimento do aço: o que é, temperatura, curva de dureza e fragilidade do revenido
Revenimento é o reaquecimento do aço temperado abaixo da temperatura crítica, em geral entre 150 e 650 °C, para trocar parte da dureza da martensita por tenacidade e aliviar as tensões da têmpera. Veja o que acontece na martensita, as faixas de temperatura, a curva de dureza e impacto do 4140, o parâmetro de Hollomon-Jaffe, as duas fragilidades, as cores de revenido e como conferir o resultado.
Cementação do aço: o que é, tipos, temperatura, profundidade de camada e controle
Cementação é o tratamento termoquímico que enriquece de carbono a superfície de um aço de baixo carbono, em geral entre 900 e 930 °C, antes da têmpera e do revenimento. A peça fica com superfície de 58 a 62 HRC e núcleo tenaz. Veja os tipos (gasosa, sólida, líquida e a vácuo), a fórmula de Harris para o tempo (cerca de 0,63·√t mm a 925 °C), os aços usados, a profundidade efetiva de camada a 550 HV pela ISO 18203:2026, os defeitos e exercícios resolvidos.
Tratamento térmico dos metais: o que é, tipos, diagrama ferro-carbono e curvas TTT
Tratamento térmico é o aquecimento e o resfriamento controlados de um metal sólido para mudar a microestrutura e, com ela, a dureza, a resistência e a tenacidade, sem mudar a forma da peça. Veja as três etapas, o diagrama ferro-carbono (eutetoide a 727 °C e 0,77 % C), as curvas TTT e CCT, as microestruturas, as famílias de tratamento, o 6061-T6, como escolher o processo e como conferir o resultado.
Encruamento: o que é, mecanismo, lei de Hollomon (expoente n), recozimento e como medir
Encruamento é o endurecimento de um metal por deformação plástica a frio: sobem o escoamento, a resistência e a dureza, cai a ductilidade e o módulo de elasticidade não muda. Veja o mecanismo das discordâncias, o grau de trabalho a frio (%TF), a lei de Hollomon e o expoente n, a medição pela ISO 10275 e pela ASTM E646, o recozimento e exercícios resolvidos.
Limite de resistência à tração (Rm): o que é, fórmula, gráfico, tabela do aço e como medir
O limite de resistência à tração (Rm) é a tensão de engenharia na força máxima do ensaio de tração: Rm = Fm/S0. Veja os símbolos, onde ele fica no gráfico, a diferença para o escoamento e a tensão de ruptura, a tabela do aço com a condição do material, o CA-50, a carga de ruptura, a estimativa pela dureza e exercícios.
Limite de proporcionalidade: o que é, diferença para limite elástico e escoamento e como medir
Em resistência dos materiais, o limite de proporcionalidade é a maior tensão em que tensão e deformação ainda são proporcionais: o fim do trecho reto da curva e da lei de Hooke. Veja a definição da ASTM E6, a diferença para o limite elástico e o Rp0,2, como medir com extensômetro e exercícios resolvidos.
Limite elástico e limite de escoamento: o que é, diferença, fórmula, Rp0,2 e tabela do aço
O limite elástico é a maior tensão sem deformação permanente; o limite de escoamento é a tensão em que a deformação plástica fica mensurável (ReH e ReL no aço com patamar, Rp0,2 nos demais). Veja a diferença, a fórmula Re = Fe/S0, os símbolos, o offset de 0,2 %, a tabela do aço com condição do material, o CA-50 e exercícios.
Estricção no ensaio de tração: o que é, quando começa, coeficiente Z e fratura taça-cone
Estricção é a redução localizada da seção do corpo de prova que começa na força máxima do ensaio de tração. Veja o critério de Considère, o coeficiente de estricção Z = (S0 − Su)/S0 × 100 pela ISO 6892-1, valores por material, a fratura taça-cone, a correção de Bridgman, o estiramento a frio dos polímeros e exercícios resolvidos.
Resiliência dos materiais: módulo de resiliência, fórmula Ur = σe²/2E, unidade e diferença para tenacidade
Resiliência é a capacidade de um material absorver energia ao se deformar elasticamente e devolvê-la no descarregamento. Veja o módulo de resiliência (Ur = σe²/2E), a dedução, a unidade J/m³, valores calculados por material e condição, a diferença para tenacidade, os materiais para mola, o módulo de resiliência de pavimentos e exercícios resolvidos.
Têmpera do aço: o que é, temperatura, meios de resfriamento, tipos e ciclo com revenimento
Têmpera do aço é aquecer a peça até formar austenita, em geral 30 a 50 °C acima de Ac3, e resfriá-la rápido em água, óleo, polímero ou gás para formar martensita. O carbono define a dureza máxima e a liga define a profundidade temperada. Veja temperaturas por aço (1045 a 820 a 850 °C), a severidade H de Grossmann, martensita e Ms, Jominy, tipos de têmpera, inox, trincas e o ciclo com revenimento.
Deformação elástica e plástica: o que é a deformação elástica, fórmula, diferença e exemplos
Deformação elástica é a deformação reversível de um sólido: as ligações entre os átomos se esticam sem romper e a peça volta ao tamanho original quando a carga sai. Veja a fórmula ε = σ/E, onde ela termina, a diferença para a deformação plástica, quanto cada material deforma, a resiliência, a recuperação elástica, a borracha e exercícios resolvidos.
Deformação plástica: o que é, mecanismo, fórmulas, conformação dos metais e exercícios
Deformação plástica é a mudança de forma permanente que fica no material depois de retirada a carga. Nos metais começa no limite de escoamento e acontece pelo movimento de discordâncias. Veja o mecanismo, as fórmulas (εp = ε − σ/E e deformação verdadeira), a conformação a frio e a quente, como medir no ensaio de tração e exercícios resolvidos.
Normalização do aço (tratamento térmico): temperatura, resfriamento ao ar e diferença para o recozimento e a têmpera
Normalização do aço é o tratamento térmico em que o aço é aquecido acima da temperatura crítica superior (Ac3, ou Acm no aço hipereutetoide), mantido até virar austenita e resfriado ao ar calmo. O resultado é grão refinado e perlita fina, com mais resistência que no recozido e muito menos dureza que no temperado. No aço 1045, normaliza-se a cerca de 850 a 880 °C.
Coeficiente de Poisson: o que é, fórmula, valores do aço, concreto e solo e como medir
O coeficiente de Poisson (ν) é a razão, com sinal negativo, entre a deformação transversal e a longitudinal de um material sob carga uniaxial no regime elástico. Veja a fórmula, a relação com E, G e K, a faixa de −1 a 0,5, os valores do aço (0,3 pela NBR 8800), do concreto (0,2 pela NBR 6118), da borracha e dos solos, como medir pela ASTM E132 e exercícios resolvidos.
Módulo de elasticidade do concreto: fórmula da NBR 6118, tabela por classe e ensaio NBR 8522-1
O módulo de elasticidade do concreto mede quanto ele encurta sob carga. Pela NBR 6118:2023, Eci = αE·5600·√fck (C20 a C50) e Ecs = αi·Eci; um C30 com granito tem Eci de cerca de 31 GPa e Ecs de 27 GPa. Veja a fórmula, a tabela de C20 a C90, o efeito do agregado, o ensaio da NBR 8522-1:2021 e exercícios resolvidos.
Módulo de elasticidade do aço: 200 ou 210 GPa, tabela por tipo, unidades e temperatura
O módulo de elasticidade do aço fica entre 190 e 210 GPa: a NBR 8800 adota 200 GPa para aço estrutural e a NBR 6118 adota 210 GPa para armadura. Veja os valores do A36, 1020, 1045, 4140, CA-50 e inox 304, a conversão para MPa, kgf/cm² e kN/cm², o efeito da temperatura, G e Poisson, como medir e exercícios resolvidos.
Polímeros biodegradáveis: o que são, tipos (PLA, PHA, PBAT, PBS, PCL, amido), normas e propriedades mecânicas
Polímeros biodegradáveis são plásticos que microrganismos convertem em CO₂, água e biomassa, e não apenas fragmentam. A biodegradação depende do ambiente: o PLA só chega a 90 % em seis meses em compostagem industrial. Veja a diferença entre biodegradável, compostável, de base biológica e oxidegradável, os tipos, as normas, as propriedades mecânicas e como ensaiar.
Engenharia de produção: o que é, as 10 áreas da ABEPRO, atribuições, salário e ferramentas
Engenharia de produção é a engenharia que projeta, implanta, opera e melhora sistemas produtivos integrados de bens e serviços, segundo a ABEPRO. Veja as 10 áreas e 58 subáreas da ABEPRO, as atribuições da Resolução Confea 235/1975, a grade do curso, o salário no Novo CAGED e o piso da Lei 4.950-A, e as ferramentas Lean, Seis Sigma, PCP, MRP e OEE com exemplos calculados.
Ensaio de materiais: o que é, tipos, destrutivos e não destrutivos, normas e como escolher
Ensaio de materiais é o procedimento padronizado que mede propriedades mecânicas, físicas, químicas ou microestruturais de uma amostra representativa, ou que inspeciona uma peça sem danificá-la. Veja as cinco famílias de ensaio, a diferença entre destrutivos e não destrutivos, o corpo de prova, a acreditação, as normas e como escolher o ensaio.
Tipos de materiais: metais, cerâmicas, polímeros e compósitos (propriedades, como escolher e como ensaiar)
Os materiais de engenharia se dividem em quatro classes: metais, cerâmicas, polímeros e compósitos. As três primeiras diferem pelo tipo de ligação química, o que explica rigidez, ductilidade e temperatura de uso; os compósitos combinam duas ou mais classes. Veja exemplos, propriedades típicas com fonte, o diagrama de Ashby, como escolher e como ensaiar cada classe.
Engenharia da qualidade: o que é, ferramentas (CEP, Cp/Cpk, FMEA, MSA), normas e carreira
Engenharia da qualidade é a área que usa estatística, metrologia e ensaios para projetar, medir, controlar e melhorar processos, de modo que os produtos saiam conformes às especificações. Veja as ferramentas (CEP, Cp/Cpk, MSA, FMEA, Ishikawa, Pareto, PDCA) com exemplos resolvidos, as normas vigentes em 2026 (ISO 9001:2026, IATF 16949, ISO/IEC 17025, ISO 10012), a calibração da máquina de ensaios e a carreira com dados datados.
Engenharia civil: o que é, o que faz, áreas, salário e ensaios de materiais
Engenharia civil é a engenharia que planeja, projeta, constrói e mantém edificações e infraestrutura, como estradas, pontes, barragens, portos e saneamento. No Brasil, as atribuições do engenheiro civil estão no art. 7º da Resolução CONFEA 218/1973 e o exercício exige registro no CREA. Veja as áreas, o curso, o salário com fonte datada, o piso da Lei 4.950-A/66 e os ensaios de concreto, aço, argamassa e solos.
Engenharia mecânica: o que é, o que faz o engenheiro, grade, atribuições e salário
Engenharia mecânica é o ramo da engenharia que projeta, fabrica, ensaia e mantém máquinas, equipamentos, veículos e sistemas térmicos. As atribuições do engenheiro mecânico estão no art. 12 da Resolução CONFEA 218/1973, o curso tem no mínimo 3.600 h em 5 anos e o piso legal para 6 h por dia é de R$ 7.272,00. Veja áreas, grade, ensaios mecânicos na formação e na indústria e salário com fonte datada.
Módulo de elasticidade (módulo de Young): o que é, fórmula, unidade, tabela de materiais e como medir
O módulo de elasticidade, ou módulo de Young (E), é a razão entre tensão e deformação no trecho linear elástico, E = σ/ε, e mede a rigidez do material. Veja a fórmula, a unidade e as conversões, a tabela de E de mais de 20 materiais, a relação com G, K e Poisson, os módulos tangente, secante e de corda e como medir com extensômetro.
Engenharia de Materiais: o que é, o que faz, curso, atribuições e salário
Engenharia de Materiais é a engenharia que relaciona processamento, estrutura, propriedades e desempenho de metais, polímeros, cerâmicas e compósitos para selecionar, desenvolver, fabricar e ensaiar o material certo para cada uso. Veja o que faz o engenheiro, as atribuições do Confea, a grade do curso, onde estudar, o salário no Caged e o piso da Lei 4.950-A/66.
Coeficiente de atrito: o que é, fórmula, tabela e ensaio (ASTM D1894)
O coeficiente de atrito (μ) é a razão entre a força de atrito e a força normal entre duas superfícies. Veja a fórmula, o atrito estático e o cinético, o plano inclinado, a tabela de valores, exercícios resolvidos e o ensaio de filmes pela ASTM D1894 e pela ISO 8295.
Ensaio de impacto: Charpy e Izod, corpo de prova, transição dúctil-frágil e normas
O ensaio de impacto rompe um corpo de prova entalhado com um golpe de pêndulo e mede a energia absorvida em joules. Veja Charpy e Izod, o corpo de prova da ISO 148-1, a temperatura de transição dúctil-frágil, os critérios de aceitação e as normas.
Ensaio de torção: fórmulas, módulo de cisalhamento G, fratura e normas
O ensaio de torção aplica um torque a um corpo de prova cilíndrico e mede torque e ângulo de torção. Veja as fórmulas (τ = T·r/J), como medir o módulo G, a curva torque × ângulo, a fratura dúctil e frágil, as normas e a máquina.
Diagrama tensão-deformação: como ler o gráfico, pontos, fórmulas e curva verdadeira
O diagrama tensão-deformação é o gráfico da tensão (σ = F/S0) contra a deformação (ε = ΔL/L0) medido no ensaio de tração. Veja como ler cada ponto, as fórmulas, a curva verdadeira, o aço CA-50, o concreto da NBR 6118 e exercícios resolvidos.
Ensaio de fluência: o que é, curva de fluência, fluência do aço e normas
Fluência é a deformação que cresce com o tempo sob carga constante. Veja a curva com os três estágios, a taxa de fluência, Larson-Miller, a fluência do aço, dos plásticos e do concreto.
Ensaio de arrancamento (pull-out): o que é, como é feito, cálculo e normas
O ensaio de arrancamento traciona um elemento embutido, como chumbador, barra, grampo ou parafuso, até arrancá-lo. Veja como é feito, o cálculo, os modos de falha e as normas.
Ensaio de aderência: argamassa (NBR 13528), cerâmica, pintura e adesivos
O ensaio de aderência mede a força para separar um revestimento, tinta, argamassa, cerâmica ou adesivo do substrato. Veja NBR 13528, NBR 13749, NBR 11003, pull-off e peel.
Ensaio de fadiga: curva S-N, limite de fadiga, Goodman, Miner e normas
O ensaio de fadiga aplica carga cíclica a um corpo de prova até a ruptura para levantar a curva S-N (Wöhler) e o limite de fadiga. Veja os parâmetros do ciclo, o efeito da tensão média, a regra de Miner, as normas e as máquinas.
Dureza dos materiais: o que é, escalas e tabela de conversão HRC, HB e HV
Dureza é a resistência de um material à deformação plástica localizada. Veja os tipos, as escalas, a tabela HRC × HB × HV, o que é 60 HRC e a dureza dos aços.
Ensaios mecânicos: o que são, tipos, o que cada um mede e normas
Ensaios mecânicos aplicam um esforço controlado a um corpo de prova e medem a resposta do material. Veja os tipos (destrutivos, não destrutivos, estáticos e dinâmicos), o que cada ensaio mede, as normas e a máquina de cada um.
Tenacidade dos materiais: o que é, como calcular e unidade
Tenacidade é a energia que um material absorve antes de fraturar. Veja como calcular, unidades, ensaio Charpy, tenacidade à fratura e valores de referência.
Ductilidade: o que é, como calcular, material dúctil e frágil e exemplos
Ductilidade é quanto um material se deforma plasticamente antes de romper. Veja as fórmulas de alongamento e redução de área, material dúctil e frágil e valores reais.
Ensaio de embutimento: Erichsen, Olsen, Swift, curva limite de conformação e normas
O ensaio de embutimento mede quanto uma chapa metálica fina se deforma a frio antes de trincar. Veja o ensaio Erichsen (índice IE), Olsen, Swift (LDR), a curva limite de conformação, os coeficientes r e n e as normas.
Ensaio de cisalhamento: o que é, como calcular, módulo de cisalhamento e normas
O ensaio de cisalhamento mede a força que faz duas partes de um material deslizarem num plano. Veja τ = F/A, corte simples e duplo, módulo G, adesivos, compósitos e normas.
Ensaio de flexão: 3 e 4 pontos, como calcular a resistência à flexão e normas
O ensaio de flexão carrega uma barra apoiada em dois pontos até romper. Veja 3 e 4 pontos, as fórmulas da resistência e do módulo de flexão, a NBR 12142 e a ASTM D790.
Ensaio de compressão: o que é, como calcular, concreto (NBR 5739 e fck) e normas
O ensaio de compressão encurta um corpo de prova até romper ou escoar. Veja como calcular a resistência à compressão, a NBR 5739, o fck do concreto e as normas.